domingo, 6 de outubro de 2013

Os Evangelhos são Verdadeiros? 16 capítulos de Atos confirmados por Pesquisa Arqueológica

Os Evangelhos são verdadeiros?


Diversos aspectos do Novo Testamento nos ajudam a determinar sua historicidade com base em seu próprio conteúdo e qualidades.

Consistência

          Documentos inexatos ou deixam de fora relatos de testemunhas oculares ou são inconsistentes. Por isso, claras contradições entre os Evangelhos provariam que eles contêm erros. Mas, ao mesmo tempo, se todo Evangelho dissesse exatamente a mesma coisa, isso levantaria suspeitas de conspiração. Seria como conspiradores tentando concordar em cada detalhe de um esquema. O excesso de consistência é tão duvidoso quanto a falta.
 
          Testemunhas oculares de um crime ou incidente geralmente percebem corretamente os eventos significativos, mas os veem a partir de perspectivas diferentes. Da mesma forma, os quatro Evangelhos descrevem os eventos da vida de Jesus de diferentes perspectivas. Ainda assim, independentemente dessas perspectivas, estudiosos da Bíblia se surpreendem com a consistência dos relatos e com a clara imagem de Jesus e de seus ensinamentos que esses relatos complementares compõem.

Detalhes

           Historiadores adoram detalhes em um documento porque eles facilitam a verificação da confiabilidade. As cartas de Paulo são repletas de detalhes. E os Evangelhos estão cheios deles. Por exemplo, tanto o Evangelho de Lucas como o seu Livro de Atos foram escritos para um nobre chamado Teófilo, que era sem dúvida um indivíduo muito conhecido na época.
 
          Se esses escritos tivessem sido meras invenções dos apóstolos, a inexatidão de nomes, locais e eventos teria rapidamente sido apontada por seus inimigos, como os líderes judeus e romanos. Isso teria sido o escândalo de Watergate do século I. Além disso, muitos detalhes do Novo Testamento foram confirmados por verificações independentes. O historiador clássico Colin Hemer, por exemplo, “identifica 84 fatos nos últimos 16 capítulos dos Atos que foram confirmados por pesquisa arqueológica”.[15]
 
          Nos séculos anteriores, estudiosos céticos da Bíblia questionaram a autoria de Lucas e sua datação, afirmando que os escritos eram do século II e de um autor desconhecido. O arqueólogo Sir William Ramsey estava convencido de que estavam certos e começou a investigar. Após uma extensa pesquisa, o arqueólogo mudou sua opinião. Ramsey cedeu, “Lucas é um historiador de primeira classe. … Este autor pode ser colocado entre os grandes historiadores. … A história de Lucas goza de respeito e confiabilidade insuperáveis”.[16]
 
          Os Atos contam as viagens missionárias de Paulo, listando os locais que ele visitou, as pessoas que viu, as mensagens que transmitiu e a perseguição que sofreu. Seria possível falsificar todos esses detalhes? O historiador romano escreveu A. N. Sherwin-White que “a confirmação da historicidade dos Atos é claríssima. … A partir de agora, qualquer tentativa de rejeitar sua historicidade básica será um absurdo. Os historiadores romanos já haviam aceitado isso como fato há muito tempo”.[17]
 
          Dos relatos do Evangelho até as cartas de Paulo, os autores do Novo Testamento descreveram abertamente detalhes, chegando a citar nomes de indivíduos que viveram na época. Os historiadores confirmaram pelo menos 30 desses nomes.[18]

Cartas para grupos pequenos

          A maioria dos textos forjados é de documentos de natureza geral e pública, como este artigo de revista (sem dúvidas, incontáveis falsificações já estão circulando no mercado negro). O especialista em História Louis Gottschalk observa que cartas pessoais destinadas a públicos pequenos têm alta probabilidade de serem confiáveis.[19] Em qual categoria os documentos do Novo Testamento se encaixam?
 
          Bem, alguns deles tinham claramente a finalidade de serem amplamente distribuídos. Ainda assim, grandes partes do Novo Testamento consistem em cartas pessoais escritas para pequenos grupos e indivíduos. Esses documentos, no mínimo, não seriam considerados grandes candidatos à falsificação.

Aspectos embaraçosos

          A maioria dos escritores não quer ser constrangido em público. Por isso, os historiadores têm observado que documentos contendo revelações embaraçosas sobre os autores geralmente são confiáveis. O que os autores do Novo Testamento disseram sobre si mesmos?
 
         Surpreendentemente, todos os autores do Novo Testamento se apresentavam como frequentemente tolos, covardes e descrentes. Por exemplo, considere a tripla negação de Pedro a Jesus ou a discussão dos discípulos sobre qual deles era o melhor—ambas as histórias registradas nos Evangelhos. Uma vez que o respeito aos apóstolos era crucial na igreja primitiva, a inclusão desse tipo de material não indica outra coisa, senão que os apóstolos eram verdadeiros em seus relatos.[20]
Em A História da Civilização, Will Durant escreveu sobre os apóstolos, “esses homens dificilmente eram do tipo que seria escolhido para remodelar o mundo. Os Evangelhos diferenciavam seus caracteres de forma realista, e expunha abertamente suas falhas”.[21]

Material não produtivo ou irrelevante

          Os Evangelhos nos contam que a tumba vazia de Jesus foi descoberta por uma mulher embora, em Israel, o testemunho de mulheres fosse considerado praticamente sem valor e não fosse nem mesmo admitido em julgamentos. Existem registros de que a mãe e a família de Jesus acreditavam que ele havia perdido a razão. Diz-se que algumas das últimas palavras de Jesus na cruz foram “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” E por aí vai a lista de incidentes registrados no Novo Testamento que não seriam produtivos se a intenção do autor fosse algo diferente da transmissão precisa da vida e dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Falta de material relevante

          É irônico (e talvez lógico) que alguns dos maiores problemas enfrentados pela igreja do primeiro século—missões em gentios, dádivas espirituais, batismo, liderança—tenham sido abordados diretamente nas palavras registradas de Jesus. Se seus seguidores estivessem simplesmente gerando o material para incentivar o crescimento da igreja, não seria possível explicar por que eles não teriam forjado instruções de Jesus sobre essas questões. Em um caso, o apóstolo Paulo afirmou claramente sobre um determinado assunto “Sobre isto não temos ensinamento do Senhor”.
 

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