quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O que são Crentes Incautos?

Negar a Cristo – A Síndrome da Identidade Cristã



“Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás.”  (Mateus 26 : 34)
 
          Negar a Cristo tem sido, entre os cristão pós-modernos, uma prática comum, quase imperceptível pela cauterização da mente e o comprometimento da visão espiritual que ele tem do mundo na pós-modernidade. Você pode dizer: “Eu sou um crente fiel, amo a Jesus, eu não nego a Cristo”. Outro dirá: “Cumpro todas as regras impostas pela Igreja, atendo as orientações de meu Líder, prego o evangelho, como que eu nego a Cristo?“
 
          O apostolo Pedro ficou surpreso quando repreendido pelo Mestre, pois sua maneira impetuosa de manifestar seu apoio demonstrava sua falta de compreensão dos conflitos na esfera espiritual (Mt  16.23). Nem sempre nossas boas intenções contribuem para o bem estar do reino de Deus. Boas intenções devem ser acompanhadas de uma boa dose de bom senso e percepção. A impulsividade é uma característica daqueles que não conhecem os desígnios de Deus, e por isso, sem refletirem adequadamente, tomam decisões que melhor lhe parecem, sem medirem as consequências que elas podem trazer ao projeto de Deus.
 
          Como posso eu negar a Cristo? – Ao homem ou mulher de Deus cabe a percepção espiritual das coisas que envolvem nossas relações com o mundo (1 Co 2.14,15). Nossas escolhas devem ser sob a orientação precisa de Cristo, que nos ensina como segui-lo e como devemos agir diante do conflito contra as forças do mal. (Jo. 10.1-5).
 
          Em muitas ocasiões, fazemos alianças que são cheias de boas intenções, buscamos o que julgamos ser o melhor para nós e para os nossos, e isso envolve até mesmo aqueles que nos tem em grande estima e credibilidade e esperamos que os resultados dessas decisões sejam positivas. (Pv.14.12). Quando o crente escolhe errado, iludido pelas aparências ele nega a Cristo. O Crente nega a Cristo quando deixa de obedecer a palavra de Deus que nos instrui acerca dos conflitos que são travados no mundo espiritual e que refletem diretamente em nossas vidas.
 
          Entre os exemplos de negação a Cristo, queremos destacar neste artigo, nossas escolhas no campo político. Quando escolhemos nossos representantes, precisamos fazê-lo sob a ótica espiritual, nossa visão de Reino deverá nos dar o discernimento de como vemos as propostas políticas e os benefícios ou malefícios que essas propostas podem trazer para o povo. Como você escolhe seu representante vai determinar o futuro ideológico que será empregado em sua família.
 
 
          Na maioria das vezes, os cristãos estão escolhendo seus representantes pelo relacionamento que mantém com eles, se bons ou maus, se atendendo ou não suas reivindicações pessoais ou de grupo, mas que geralmente não representa os interesses da sociedade em geral, da família e da Igreja.  Em suma, não faz uma analise de suas ideologias, pois essas sim, independentemente do discurso, dita as regras. Aliás, ideologia é algo que está fora de moda em alguns círculos. As ideologias pós-modernas estão disfarçadas em vestes cintilantes, que escondem sua verdadeira cobertura. Um cristão incauto, não perceberá a realidade, pois, será iludido pelas aparências. Mas isso também é histórico. O povo escolheu Saul, um rei segundo o coração dos homens (! Sm 11.15), porém os planos de Deus eram outros, e eles se manifestaram em Davi; “porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.” (1 Sm 16.7-13)
 
          Qual a ideologia do cristão? – O verdadeiro cristão, prima pelo desenvolvimento do reino de Deus, no enfrentamento contra tudo o que se opõe a Deus “O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (II Ts.2.4)
 
          O ideal cristão é defender o bom nome de Cristo e seus projetos para a humanidade, e esse ideal só poderá ser compreendido quando o crente perceber que sua existência é em função do Reino e do conflito que existe entre as forças do Bem e as forças do mal, entre o céu e o inferno, entre Deus e Satanás, entre a esquerda e a direita.
 
          A Bíblia Sagrada nos oferece uma visão geral da política vista por Deus. Ela nos apresenta dois lados bem distintos: Esquerda e Direita. Fazendo uma analogia desses dois lados, podemos observar que a direita de Deus representa a Justiça de Deus em suas mais diversas expressões, assim como a esquerda de Deus representa o seu juízo, igualmente em expressões variadas. “O coração do sábio está à sua direita, mas o coração do tolo está à sua esquerda”. (Pv 10.2); “Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita”. Sl 20.6) “…E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda… (Mt.20.32-46)
 
          A esquerda representa o fruto da desobediência, a apostasia, a rebeldia contra tudo o que se chama Deus. Nas doutrinas de Karl Max, a religião é algo nocivo, que segundo ele, afasta o homem de sua realidade social. Por isso o proverbio marxista de que “a religião é o ópio do povo”. Esta concepção ateísta tem sido a causa das perseguições religiosas nos países comunistas e socialistas. A falência do sistema político nesses países se deu não por que a economia era carente, mas porque sua oposição à Deus os derrotaram. Daí os comunistas e socialistas disfarçarem suas ideologias de democracias capitalistas, sem, porém se afastarem de seus verdadeiros ideais.
 
          As propostas são até interessantes, muitas obras públicas já realizadas são dignas de louvor, muito embora os custos e a qualidade de tais obras sejam questionáveis, a maquiagem que chamamos de obras eleitoreiras agradam a vista de quem se contenta com pouco, e atendem ao propósito ideológico oculto em um plano diabólico de destruir o projeto de Deus para a família.
 
          Por um lado, apresentam um serviço público hipervalorizado por força da mídia, como se estivesse fazendo mais do que devia. Por outro lado, a esquerda vem sorrateiramente projetando leis que agridem as estruturas morais e sociais de nosso povo. Aborto, casamento gay, lei da palmada, entre outras, tem sido a bandeira da esquerda, defendida por todos os seus membros, do mais alto escalão de governo ao mais baixo. Todos influenciados por um mesmo espírito articulam o projeto que culminará com Apocalipse 13.
 
          Para alcançar tal intento, iludem, persuadem, enganam, mentem descaradamente, verdadeiros lobos em pele de cordeiro, “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça.” (2 Co 11.14-15)
 
          É lamentável que muitos cristãos têm se associado a esse projeto maligno. Uns por ignorância, ou amizade, outros por descontentamento e insatisfação e projetos pessoais. As desculpas são muitas: “o outro é duro de negócio!!”; “não me deu o que eu queria”; “não concordou com a minha oferta”; enfim, são muitas as alegações. Na verdade, a falta de consciência política é o maior defeito.
 
          “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?  E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;” (2 Co 6.14-17)
 
          Você precisa decidir de que lado você esta. Não se pode agradar a dois Senhores, não se pode coxear em dois caminhos, ou se é quente ou frio.
 
Mas ainda há tempo de reagir, e você pode se posicionar nessa luta.
“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” (Ef 5.14)
 

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