sábado, 12 de outubro de 2013

Esboço dos Livros do Velho Testamento

Esboço dos livros do Velho Testamento:
 
                                                Gênesis
           O livro de Gênesis é uma introdução à história do povo israelita, descrevendo a vida de seus ancestrais até à morte de José no Egito. Mas, o alvo do livro não é apenas contar a história dos patriarcas de Israel, mas definir o lugar ocupado por Israel entre outras nações, e mostrar como, gradualmente, ele se tornou uma nação separada e alto-existente.
 
                                              Êxodo
           O nome “Êxodo” é uma forma latinizada do título grego que a Septuaginta deu ao segundo livro Pentateuco. Significa partida. Os judeus costumavam intitular os livros pelas primeiras palavras com que começavam. Assim, ao segundo livro da Lei, eles chamavam singularmente de “V’ eleh shêmoth” (e estes são os nomes).
 
                                                 levítico
            O terceiro livro de Pentateuco é oriundo do título grego que lhe deu a LXX, significando “as coisas que relacionam com os levitas”. O título hebraico tirado das primeiras palavras do livro é “Vaiicra” (e ele chamou). Segundo o Dr.Antonio Neves de Mesquita, “o interesse imediato do livro de Levítico não consiste em ser um grande livro da Lei de Moisés, mas, também, em ser um dos livros do Velho Testamento que mais se relacionam com o Novo Testamento. Podemos mesmo adiantar que Levítico é a chave do Novo Testamento, tais e tantas as afinidades doutrinárias que mantém para com a segunda parte da palavra de Deus.” Acrescentamos que, em especial com o livro de hebreus. A idéia de expiação pelo pecado é predominante no livro.
 
                                        números
           Os judeus davam a este livro o título “BEMIDHBAR” (no deserto), expressão que se encontra no primeiro versículo do livro. O nome números não é bem apropriado para expressar todo conteúdo do livro. Certamente, este nome foi sugerido por causa dos dois recenseamentos do povo de Israel mencionado no livro. O primeiro censo, ou numeração (cap.1), foi ao pé do monte Sinai, no primeiro dia do segundo mês da partida de Israel do Egito. O segundo recenseamento se deu ao fim da peregrinação do povo (cap.26), às margens do Jordão com vistas à colocação das tribos de Israel na terra prometida. O tema do livro é “APROXIMAÇÃO DA TERRA DA PROMESSA”.
 
                                          Deuteronômio
           Os judeus chamavam “ELLEH HADDÊBARIN” (essas são as palavras) ao quinto livro do Pentateuco. O nome “DEUTERONÔMIO” vem da septuaginta. Segundo alguns estudiosos, esse título é uma tradução não muito fiel de algumas palavras encontradas no verso 18 do cap.17 a expressão aí encontrada é “uma cópia desta lei” e não uma “segunda lei” (deuteronômio significa “uma segunda lei”.).
           O quinto livro da lei é um dos mais belos e práticos do Velho Testamento. Clyde Francisco diz: “Deuteronômio é um livro que encerra grande valor religioso para os nossos dias. Amor é a chave para a vida divina. A Deus é devida toda a lealdade do coração humano, por causa da sua graça, foi o livro favorito de nosso salvador”.Sem dúvida alguma, Deuteronômio é o livro de que Jesus mais se afeiçoou em todo o Pentateuco. Não poderia se diferente, pois esse livro fala do caráter de Deus, de sua própria essência, que é o amor. A melhor de todas as definições sobre Yahweh é que Deus é amor, conforme I João 4:16.
 
                                          Josué
           A respeito deste livro, Robertson comenta o seguinte: ”É com propriedade que o livro toma o nome do guerreiro que esteve sempre intimamente associado com Moisés (Êxodo 24:13;33:11), e que solenemente foi separado para sucedê-lo, não somente como comandante militar, senão também como líder e guia de um povo (Nm.27:18-23). O livro relata os eventos que se verificam durante a sua liderança, e se encerra com relato de sua morte.”
 
                                   Juízes
          O livro de Juízes contém a história de Israel, se formos contar toda a história assombrosa, parece anunciar o propósito era adorar a Jeová através da Imagem (Juízes 18:6) porém tal adoração não era aceitável a Deus, que dissera: “não farás Imagens de esculturas”( Ex: 20:4)
 
                                        Rute
          Rute é um pequeno livro contendo uma das mais belas histórias de todos os tempos. Nesse livro, encontramos as coisas de maior interesse na história humana, a saber, tragédia, humor, amizade e um desfecho feliz inesperado, quem já leu este livro deve saber.
 
                                  Samuel
           Os dois livros que conhecemos hoje como I e II Samuel foram, primitivamente, no Cânon Hebraico em único livro. A divisão não apareceu antes do século LXX, onde encontramos Samuel e Reis enumerados como  primeiro segundo terceiro e quarto.”Livros  dos Reis” (Biblioi Basiléia ).Os Livros de Samuel e Reis foram considerados  pelos tradutores  da Septuaginta  como uma  história completa dos dois reinos de Israel e Judá, e a  obra passou a ser dividida em quatro livros. Samuel, Saul, e Davi são os três principais heróis dos livros de Samuel. Por isso, podem ser divididos logicamente em três grandes seções correspondentes às vidas desses personagens:
                    
                                
                                    O Período de Samuel. (I Sam. 1-12)
                                    O Reinado de Saul. (I Sam. 13-31)
                                    O Reinado de Davi (II Sam. 1-24).
 
          
                                    Reis
           Os livros dos Reis cobrem o período da história bíblica, desde a velhice de Davi e a nomeação de Salomão, para ser seu substituto no trono, até a ida de Judá para o cativeiro da Babilônia. Conta, de maneira pormenorizada, a história de Salomão. Descreve, paralelamente, a história dos reis Israel e Judá até à queda da  Samaria, no ano  722 A.C., quando o Reino do Norte desapareceu. Depois, continua a história de Judá sozinho até às invasões babilônicas, em Jerusalém, e a destruição desta cidade no ano 586 A.C. Vai mais longe ainda quando  relata a libertação de Joaquim e sua exaltação por Evil-Merodaque, no trigésimo sétimo ano  do cativeiro  daquele rei. O nome “Reis” por si mesmo explica o conteúdo. Esses livros contêm a história dos Reis, começando por Salomão, rei sobre todo o Israel, prosseguindo com a história dos reinos divididos, até o desaparecimento do Reino do Norte, e indo mais adiante até os últimos reis de Judá. O conteúdo deste livro pode ser disposto assim:
 
  • O Reino de Salomão (I Rs. 1-11).
  • O Reino Dividido (I Rs. 12 a II Rs. 17).
  • A Sobrevivência do Reino de Judá (II Rs. 18 a 25).
 
                                                   Crônicas
           O livro de Crônicas, o nome hebraico do livro é “Dibrey Hay-yasmim”, isto é acontecimentos Diários, ou “Anais”. A septuaginta o intitula de “Paraleipómena” que quer dizer “Coisas Omitidas”. Esse título grego é uma verdadeira definição da natureza do livro, uma vez que ele contém matéria omitida em Samuel e reis. O nosso título “Crônicas” foi dado por Jerônimo, na Vulgata, no século IV de nossa era.
 
                                                 Esdras
           O livro de Esdras abrange o espaço de tempo que vai do primeiro retorno dos judeus do cativeiro em Babilônia para Jerusalém sob a liderança de zorobabel, no ano de 537 A.C., até  a segunda visita de Neemias a Jerusalém, em 432 A.C., um período de um século mais ou menos. Mas a história não é contada ininterruptamente. È restringida a certos períodos ou ocasiões de importância para Judá
 
 
                                             Neemias
           O livro de Neemias , este livro é uma seqüência  lógica do livro de Esdras, com o qual apareceu sempre unido no Cânon Hebraico. È mesmo muito provável que esses dois livros constituíssem, desde o princípio de sua circulação, um livro único.
Este livro o principal objetivo do autor foi descrever as circunstâncias relacionadas com a edificação dos muros de Jerusalém, em 444 a.C. e sua dedicação alguns anos mais tarde. O livro de Neemias se divide, do ponto de vista lógica, em três seções, que são  as seguintes:
 
       (A). 1 a 7- A narrativa  é aí contada na primeira pessoa
       (B) 8 a 10 Neemias não fala na primeira pessoa, e Esdras aparece como principal personagem ;
  1. 11 a 13- Uma miscelânea de acontecimentos relacionados com o trabalho  de Neemias  fala na primeira pessoa, como em 12:27-43 e 13:4-31
 
 
                                                    Ester
             Este livro encerra uma história dramática sobre a proteção providencial de Deus em favor do seu povo. Enquanto os livros de Esdras e Neemias revelam o cuidado de Deus para com os Judeus egressos do exílio babilônico, o livro de Ester mostra o mesmo cuidado em favor dos que ficaram no estrangeiro.
       
 
                                                   Jó
          Neste livro o autor apresenta Jó e os esforços de Satanás para fazê-lo amaldiçoar Jó
 
                                     LIÇÕES PRECIOSAS DO LIVRO DE JÓ
                           
                                          Primeira lição
 
Deus permite Jó o sofrimento para aperfeiçoar o crente. Nem sempre o sofrimento vem no homem como causa do pecado. As aflições podem vir aos  justos como uma prova de sua fé  no Deus Eterno
                                               
                                                   Segunda lição
 
Satanás é o adversário dos fiéis crentes  como Jó (veja Zac. 3:1-2). Mas, nada ele pode fazer sem a permissão de Deus. Satanás não é onipotente, nem onisciente, nem onipresente. Está sob o governo de Deus. Deve ser motivo de conforto para o crente saber que Deus permite a aprovação, em conformidade com a capacidade dada pelo próprio Deus para suportá-la (Lc. 22:31; e I Cor: 10:13).
 
                                               Terceira Lição
A perseverança dos santos está eloquentemente ilustrada em Jó. Jeová confia nos seus santos, embora Satanás zombe deles.
 
                                               Quarta Lição
 
A justiça de Deus há de triunfar. Há necessidade de vida além da morte, pois do contrário, ficaria comprometida a justiça divina, visto que, nesta vida, ás vezes, o justo sofre reveses, enquanto que ímpio prospera. Depois da morte, vem o juízo. Deus vingará os justos e lhes servirá de Redentor (Jó 19:25-27).
                                                       
 
                           Salmos 
           O livro de Salmos é uma coletânea de poesia hebraica inspirada pelo Espírito Santo, descrevendo a adoração e as experiências espirituais do povo de Deus nos tempos do Antigo Testamento. É a parte mais íntima e pessoal do Velho testamento, mostrando como era o coração dos fiéis naquele tempo.
           A alma do crente pode ser comparada a um órgão, do qual Deus seria o organista. Nos Salmos, ouvimos como Deus toca todas as emoções da alma piedosa, produzindo cânticos de louvor, confissão, adoração, ações de graças, esperança e instrução.
 
                                            Provérbios
          A primeira palavra do livro, “mashal”, segundo os estudiosos, vem de uma palavra Hebraica que quer dizer “ser semelhante”, daí a razão porque se pode traduzir a palavra “ashal” como “comparação”, “ semelhança”, a palavra grega “paroimía” significa “ditos sábios”, “provérbios”,
 
                                          Eclesiastes
           Eclesiastes é chamado no hebraico de “Koheleth”, nome tirado da primeira sentença do livro. “Koheleth”é um particípio feminino da raiz do verbo “Kahal”, que significa “chamar”, ou, então, “convocar”, especialmente para propósitos religiosos ou solenes.
 
           Não significa um “coligidos de sabedoria, ou máximas”, porém um ajuntador do povo de Deus. (Ecl. 12:9 ao 11) 9- E, quanto mais sábio foi o Pregador, tanto mais sabedoria ao povo ensinou; e atentou, e esquadrinhou, e compôs muitos provérbios/10-Procurou o Pregador achar palavras agradáveis; e o escrito é a retidão, palavras de verdade./11-As palavras do sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos os mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor.
 
           Felicidades sólidas; e, além disso, desviar os homens do que e bem aparente para o único bem real e permanente, isto é, o temor de Deus e a Comunhão com Ele.
 
 “Vaidade das vaidades tudo é vaidade”, é a sua primeira lição. “Numa tradução mais ao pé da letra, essa frase ficaria assim: “nevoas de nada, tudo são nevoas de nada”. E a última verdade de Eclesiastes é:” Teme a Deus e guarda seus mandamentos.”
                                               
                                
                                      Cantares de Salomão
 
POSSÍVEL INTERPRETAÇÃO DO LIVRO
  • Cantares Como no Antigo Testamento
  • Uma criação de Cânticos Núpcias
               3- Cantares como Cântico de Amor
          4- Cantares como uma Alegoria:
          5-Cantares como uma Tipologia
          6-Uma Mensagem de Amor literalmente
            
                                 
                                ISAIAS
          Com muita razão é este livro considerado o maior livro da profecia do Velho testamento. Nele, as profecias messiânicas chegam ao apogeu, fato este concorreu para que fosse muito apreciado pelos escritores do Novo Testamento. O tema do Livro é ”a Santidade de Deus”. Sua justiça, sua bondade, sua Graça, tudo decorrendo do seu caráter santo. Como escritor, certamente Isaias transcende aos demais profetas canônicos. Em Isaías encontramos autoridade profética atingindo o seu ponto culminante.
 
          O descortino profético de Isaias é admirável. Ninguém melhor do que ele viu os sofrimentos e a glória do Messias, ou Cristo. Por essa razão, é chamado de “o Profeta Evangelista”. Por isso, o apostolo João Afirmou: “Isaias viu a gloria dele (de Jesus) e falou a seu respeito (Jô. 12:41).
 
 
.                              O livro de Jeremias
  1. As Primeiras Mensagens de Jeremias a Judá (1-25),,
  2. Aspectos da vida Pessoal do profeta: Biografia (26-45)
  3. Oráculo Sobre Algumas Nações Estrangeiras (46-51
  4. CONCLUSÃO. Apêndice História Sobre a Queda de Jerusalém e o cativeiro Babilônio (52)
      
              Na Bíblia hebraica o livro é chamado “Como” (echah), que é a primeira palavra com que o profeta inspirado começa as elegias contidas no livro. A Septuaginta
E título “Threnoi Hieremias,” isso é. “As lágrimas de Jeremias”.
O fim principal das lamentações era ensinar aos Judeus que não desprezassem o castigo do Senhor, nem se desesperassem, quando dele recebessem à punição e voltasse para Deus.
                       
                     A PROFECIA DE EZEQUIEL
      A Chamada profética ao Ministério
      B. Predições e Representações Simbólica Contra Jerusalém (3:22 a 8:7)
C. Visões de Contaminação Templo (8 a 11)
  D.Repreensões e avisos específicos (12 a 19)
        E. Outra séries de avisos (20:23)
        F. Perdições durante o sítio de Jerusalém. Morre a esposa do profeta (24)
        G. Perdições contra sete nações vizinhas (25 a 32)
        H. Profeta sobre a restauração de Israel (38e 39)
         I. Restauração do culto e representação simbólica (40 a 48)
 
                          
                               A profecia de Daniel
     A. Experiências de Daniel e seus companheiros (1 a 6)
        
 
  1. DANIEL NO PALACIO DE NABUCODONOZOR (1)
  2. O SONHO DE NABUCODONOZOR (2)
  3. A ESTÁTUA DE NABUCODONOZOR (4)
  4. UM NOVO SONHO DE NABUCODONOZOR (4)
  5. A ESCRITURA NA PAREDE (5)
  6. DANIEL NA COVA DOS LEÕES (6)
 
 
                       A profecia de Oséias
           Oséias é chamado o primeiro profeta da graça, o primeiro evangelista de Israel, o Jeremias do reino do norte, e o apóstolo João do Velho Testamento. Seu extraordinário livro sugere-nos, na verdade, todos esses títulos.
          O seu nome no hebraico-Oshe´a - é um tempo verbal e não propriamente uma forma de nome. Segundo a maioria dos grandes comentadores bíblicos, o nome quer dizer  “ salvação” ou “libertação”.
 
                  A profecia de Joel
A. Praga sucessiva de gafanhotos e seca (1-20)
B. O dia de Jeová (2:1-11)
C. Uma chamada ao Arrependimento (2;12-17)
D. O povo se arrepende e Jeová promete alívio e restauração (2.18.a 3:21)
   Joel (Yo´el) significa “Jeová de Deus”
 
 
                         A profecia de Amós
A.Uma série de profecias contra as nações vizinhas a Israel, e também contra Israel.
(1-2)
B.Três sermões sobre a condenação de Israel (3-6)
C.Cinco visões com a intercalação do dialogo entre o profeta e o sacerdote idólatra de Betel (7:1 a 9:17)
   
                           A profecia de Obadias
A. A destruição de Edom é inevitável (1-9, e 15b).
B. As razões da ruína de Edom (10- 14)
C. A proximidade do dia de Jeová (15 a. 16 a 21).
 
 Obadias foi um dos profetas do reino do Sul (Judá). No hebraico, o seu nome era Obhadhyah, e quer dizer “adorador de Jeová”.
 
                     A profecia de Jonas
1) A chamada de Jonas e sua desobediência (1:1-4)
2) O castigo de Jonas por causa de sua desobediência (1:5-17)
3) A oração de Jonas dentro de um grande peixe (2:1-9)
4) A libertação e a nova comissão de Jonas (2:10 a 3:2)
5) A pregação de Jonas em Nínive e o arrependimento da cidade (3:3-9)
6) O afastamento do castigo de Nínive e a profunda contrariedade de Jonas (3:10 a 4:5)
7) Uma lição objetiva dada por Deus a Jonas (4:6-11)
 
“O livro de Jonas ensina a teologia mais sublime do Velho Testamento”. Na generosidade, no amor pela humanidade, e na apreciação do caráter de Deus,
“Este livrinho é proeminente como o mais nobre, o mais liberal e o mais cristão que há em toda a literatura do Velho Testamento”.            
 
 
                               A profecia de Miquéias
1-O Cativeiro é Certo (1:2 a 2:11)
2-A Restauração do Cativeiro Também é Certa (2:12-13)
3-O Cativeiro Virá Por Causa da Corrupção Moral (3:1-12).
4-Sião, Porém, Será Restaurada e elevada a Uma Preeminência Moral, Nos Últimos.
Dias (4:1-8).
5-O Cativeiro Virá, Por Causa da Falta de Liderança (4:9 a 5-1)
6-Israel, Porém, será Restaurado Pelo Mesias (5:2-15).
7-O Cativeiro Virá Por Causa da Infidelidade (6:1 as7: 6)
8-Israel, Porém, Será Restaurado Através da Fé (7:7)
 
                                   A profecia de Naum
Cada um dos Três Capítulos é Uma Ode, Por isso Surege-se Seguinte Divisão
A-Uma acróstico Alfabética, Contendo.
1-O livro do livro
B-Três Aspectos das Angústias de Nínive
1-A cidade Sitiada (2:1-6)
2-A Cidade Saqueada (2:7-10)
3-A Cidade Destruída
C - Um Cântico de guerra, Salientada:
1-O castigo de Nínive, por causa de sua iniqüidade,
 
                          A Profecia de Abacuque
          O Livro exibe unidade, e impressiona por sua forma artística. Começa com um diálogo entre Jeová e o profeta. As pronunciações desse profeta diferem, de muitas maneiras, das maneiras dos profetas que lhe precederam. Estes se dirigiam da parte de Deus a Israel. Abacuque, porém, se dirigia a Deus da parte de Israel.
 
                            A Profecia de Sofonias
A-O Julgamento do Mundo no dia  do Senhor (1:2 a 3:7)
B-A Salvação Através de Um Julgamento Purificador (3:9-13)
C-Apêndice à Mensagem (: 3:14-17)
                
                               A profecia de Ageu
1- O  povo, através de seus líderes, é exortado a não negligenciar a obra de reconstrução do Templo, sob pena de permanecer no desfavor de Deus. “Ageu 1:1-11”.
 
2 – O povo atende a voz do profeta, e as operações de construção de reiniciam “Ageu 1:12-15”.
 
3 – Mensagem encorajamento aos edificadores do Templo “Ageu 2:1-9”.
 
4 – A complicação da obra é um índice seguro do retorno do favor divino ao povo “Ageu 2:20-23”.
 
 
                                   A Profecia de Zacarias
 
A –  INTRODUÇÃO (1:1-6)
 
Os primeiros seis capítulos servem de introdução ao livro encerram uma chamada ao arrependimento. È a nota principal de caracteriza todo o livro B – Visões Simbólicas com vistas à Edificação do Templo (1:7 a 6:15).
Esta parte da profecia foi pronunciada no dia 24 do undécimo mês do segundo ano do reinado de Dario, exatamente dois meses depois de lançados os alicerces do templo. (veja Ag. 2:18 e Zac 1:7). As visões são as seguintes:
 
1 – OS MENSAGEIROS CELESTIAIS (1:7-17)
2 – OS QUATROS CHIFRES E OS QUATRO FERREIROS (1:18-21)
3 – UM HOMEM COM UM CORDEL DE MEDIR (2:1-13)
4 – TROCA DE HABITOS DO SUMO SACERDOTE JOSUE (3:1-10)
5 – O CANDEEIRO DE OURO E AS DUAS OLIVEIRAS (4:1:-14)
6- UM ROLO ROLANTE (5:1-4)
7 – UMA MULHER DENTRO DE UMA EFA (5:5-11)
8 – OS QUATRO CARROS (6:1-8)
 
A Profecia de Malaquias
          Pouco se sabe da sobre a personalidade deste ultimo profeta canônico. O seu nome Mal`achi, no hebraico, ou Malachias no grego significa “Meu mensageiro”. Há muita possibilidade de o nome ter sido uma abreviação de Malàchiyah, nome dado a Ageu , cuja significação é: “Mensageiro de Jeová”. Mas a septuaginta, não obstante ter dado ao livro ao titulo de Malaquias quando traduz a palavra no texto, não a considera nome próprio e sim comum: “ Carga da palavra do Senhor a Israel por meio de seus mensageiros” ( aggelou autou). No targum de Jonatas Ben Uziel ao nome Malaquias se acrescentam estas palavras: “ cujo nome se chama Esdras, o escriba”
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
(1) KELLEY, Page. Mensagens do Antigo Testamento para os Nossos Dias (Rio de Janeiro, Juerp, 1980), p.27.
 
(2) FRANCISCO, Clyde, Introdução ao Novo Testamento. (Rio de Janeiro, Juerp, 1969), p. 13.
 
(3) Op. Cit., p. 14
 
(4) Id. Ibid,. p. 15
 
(5) FALCÂO, Silas Alves. Panorama do velho testamento, Vol. II (Rio de Janeiro, Casa publicadora Batista, 1965), p.18.
 
(6) Wolf, Hans Walter. Bíblia Antigo Testamento. Introdução aos escritos e métodos de estudo (São Paulo, Edições Paulinas, 1978) p.11.
 
(7) FRANCISCO, Clyde (Op. Cit)
 
(8) ARCHER, Gledson L. (Jr.). Merece Confiança o Antigo Testamento? (São Paulo, Soc. Rel. Edições Vida Nova, 1991) p.13.
 
(9) BEREZZIN, Jaffa Rifka. Dicionário Hebraico-Português. ( São Paulo, Editora da USP, 1995) p. 22
 
(10) DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. ( São Paulo, Soc. Religiosa Edições Vida Nova, Vol. I, 1979) p.91.
 
(11) ROBINSON, Jorge L. Los Doce Profetas Menores. (El Paso, Texas, Casa Batista de Publicaciones

Os Livros Apócrifos do Velho Testamento

Os livros apócrifos do velho testamento
Primeiro: Definição do Termo.

           Segundo o novo dicionário da Bíblia, “o termo aprocrypha (neutro plural do adjetivo grego apokryphos, ‘oculto’) é um termo técnico concernente à relação de certos livros” para com o Cânon do Antigo Testamento, no sentido de que, apesar de não serem aprovados para o ensino público, não obstante  têm valor para o estudo e a edificação particulares.”
 
  
Segundo: relação dos apócrifos – ocultos
 
 Os livros pertencentes ao Velho Testamento, que a Igreja de Roma sustenta serem sagrados e canônicos, em adição ao Cânon Hebraico original, são os seguintes:
                                      01)O LIVRO DE TOBIAS
                                      02)O LIVRO DE JUDITE
                                      03)O LIVRO DE SABEDORIA (ou eclesiástico),
                                      04)O LIVRO DE SIRAQUE
                                      05)O LIVRO DE BARUQUE
                                      06)I E II MACABEUS
                                      07)ADIÇÕES DE DANIEL
                                      08)ADIÇÕES A ESTER
 
 Alem deste, como uma apêndice à versão da Vulgata Latina, contam-se os seguintes:
  1. A ORAÇÃO DE MANASSÉS
  2. III E IV ESDRAS (ou Apocalipse de Esdras).
 
Terceiro: Um pouco de história
 
           Antes do concílio de Trento 1545-1563, livros apócrifos mencionados acima não eram tidos como canônicos pelas igrejas cristãs e alguns deles chegaram a ser refugados, positivos e decididamentente, por alguns dos mais eminentes pais da Igreja. E os livros que lograram receber a aprovação para serem lidos nas igrejas foram distinguidos dos livros do Cânon Hebraico original, ocupando apenas um lugar muito secundário.
 
          Quando alguém ousava chamar de “canônico” a um desses livros, assinalava uma razão muito trivial e insatisfatória. Por exemplo, hilário no seu “prólogo aos Salmos” usa este argumento infantil: que os 22 livros canônicos do VT correspondem às 22 letras do alfabeto Hebraico, porém, como o alfabeto Grego possui 24 letras, era necessário haver 24 livros no Cânon do VT grego, e por esta razão, foram adicionados os livros de Tobias e Judite à Bíblia grega.
  
          Agostinho, embora reconhecido como grande teólogo foi, contudo, mais fraco como crítico. Ele estava disposto a receber todos os livros incluídos Septuaginta como canônicos, visto que, por ignorância, supunha que a LXX tinha recebido sanção dos apóstolos. Toda via ele fazia uma distinção relevante entre esses livros, no que tange a sua autoridade. Diz, claramente, que prefere os livros constantes da Bíblia Hebraica, pois são em maior número e são mais importantes.
 
           Mesmo assim, eruditos católicos romanos esforçaram-se por conseguir que o Concílio de Trento 1545-1563, nos seus decretos referentes ao Cânon, admitisse uma distinção clara entre os livros sagrados, a saber, livros deuterocanônicos e livros e livros protocanônicos Agostinho e outros pais fizeram tal distinção, mas o Concílio de Trenó não o fez. A decisão desse concílio não foi de acordo nem com os pais da Igreja nem com  alguns teólogos  de renome, como Afonso Tostado, Bispo de Ávila que, prefácio ao Evangelho de Mateus, escrito por volta de 1441 de nossa era, referindo-se aos livros de Judite, Tobias, Sapiência, Eclesiástico e Macabeus, assim se expressou: Ainda que a Igreja os permita  ler, aos fiéis, e ela mesmo os lê em seus ofícios, nem por isso, contudo a Igreja os tem por canônicos, nem obriga  aos fiéis a recebe-los, nem ter por desobedientes e rebeldes aos que não os recebem. E isto por 2 razões: Primeira a Igreja: não estão certos se os autores destes livros foram inspirados pelo Espírito Santo Segundo: porque a Igreja não está certa se os hereges acrescentaram ou alteraram neles
Alguns lugares (Bíblia Sagrada, edição católica do Padre Antônio de Figueiredo (1881)
  
          Além do mais, há duas fortíssimas razões pelas as quais os livros apócrifos não devem ser incluídos na coleção que formam o Antigo Testamento:
 
              PRIMEIRA: esses livros não tiveram, jamais, a aprovação de Cristo e de seus Apóstolos e discípulos que escreveram o Novo Testamento.
 Os antigos livros apócrifos
Colocados na Vulgata não são citados em parte alguma no NT.
 
             SEGUNDA: esses livros não faziam parte do Cânon Hebraico, e só
 foram escritos.depois que a Inspiração  do VT cessou e o Cânon já estava encerrado
 
 
 O Testemunho de Flávio Josefo:
 
  Josefo, um dos mais proeminentes historiadores de sua época, também considerado: O maior historiador Judeu chegou a reconhecer a existência dos apócrifos, mas os excluído do seu catálogo de livros inspirados do Antigo Testamento. A sua lista era a seguinte.
 
                 1) Os Cinco Livros da Lei
                 2) Os Treze Livros Proféticos
                         A) Josué
                         B) Juízes e Ruth
                         C) Os livros de Samuel
                         D) Os livros de Reis
                         E) Os livros de Crônicas
                         F) Esdras e Neemias
                         G) Ester
                         H) Isaías
                        I) Jeremias
                        J) Ezequiel
                        L) Daniel
                        M) Os 12 profetas menores
                        N) O livro de Jô
                3) Os Quatro Livros de Hinos e Preceitos
                        A) Salmos
                        B) Provérbios
                        C) Eclesiastes
                        D) Cântico dos Cânticos
 
 Nenhum livro apócrifo entra nessa lista de Josefo. Ele mesmo, quando alude outros livros não inspirados, afirma o seguinte: “Desde Artaxerxes até nossos dias, nossa história tem sido escrita; porém esses escritos não merecem o mesmo crédito que os outros, pois desde aquele tempo, não temos tido nenhuma sucessão certa de profetas.”
 
 
 O testemunho dos Pais da Igreja:
 
 Esses livros foram rejeitados, com singular unanimidade, pelas igrejas cristãs primitivas e pela maioria dos pais da Igreja. Veja a relação das autoridades do período patrístico que os rejeitaram:
  1.  Melito, Bispo de Sardes (170 d.C)
  2.  Orígenes, grande erudito da primitiva igreja grega (200 d.c)   
  3.  Atanásio, campeão da ortodoxia, rejeitou a todos, e executando Baruque (300-373 d.c) 
  4.  Epifânico, que escreveu um livro sobre heresias (350-403 d.c)
  5.  Anfilóquio, o festejado Bispo de Icônio (390 d.c)
  6.  Jerônimo, o erudito bíblico da Igreja Latina (400 d.c)
  7.  Rufino, o tradutor de Orígenes (400 d.c)
 
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Celebrações!




          Amigos e amigas leitores deste Blog, faço estudos bíblicos e questiono bastante sobre o ensinamento, buscando a Verdade na Essência... Tenho todo o carinho e cuidado para postar assuntos que realmente falam sobre a problemática... Meu foco é Jesus Cristo, acredito nas Escrituras Sagradas, acredito no Criador, acredito no Espirito Santo e tenho a iniciativa própria de estar estudando e desvendando estes assuntos tão polêmicos que concernem a Igreja e aos Cristãos...
 
          Agradeço sempre a participação de vocês, sempre que posso estou respondendo a cada um, e a participação e visualização de páginas estão crescendo dia após dia...
 

Explicações sobre alguns Livros Apócrifos

Livros Apócrifos ou Não Canônicos


1. A palavra Apócrifo , do grego apokrypha, escondido,  nome usado pelos escritores eclesiásticos para determinar, 1) Assuntos secretos, ou misteriosos; 2) de origem ignorada, falsa ou espúria; 3) documentos não canônicos.
 
2. Os livros apócrifos do Antigo Testamento (A.T.): Estes não faziam parte do Cânon hebraico, mas todos eram mais ou menos aceitos pelos judeus de Alexandria que liam o grego, e pelos de outros lugares; e alguns são citados no Talmude. Esses livros, a exceção de 2 Esdras, Eclesiástico, Judite, Tobias, e 1 dos Macabeus, foram primeiramente escritos em grego, mas o seu conteúdo varia em diferentes coleções.
 
Eis os livros apócrifos pela sua ordem usual:
 
I (ou III) de Esdras: é simplesmente a forma grega de Ezra, e o livro narra o declínio e a queda do reino de Judá desde o reinado de Josias até à destruição de Jerusalém; o cativeiro de Babilônia, a volta dos exilado, e a parte que Esdras tomou na reorganização da política judaica. Em certos respeitos, amplia a narração bíblica, porém estas adições são de autoridade duvidosa. O historiador Josefo é o continuador de Esdras. Ignora-se o tempo em que foi escrito e quem foi o meu autor.
 
II (ou IV) de Esdras: Este livro tem estilo inteiramente diferente de 1º de Esdras. Não é propriamente uma história, mas sim um tratado religioso, muito no estilo dos profetas hebreus. O assunto central, compreendido nos caps. 3-14, tem como objetivo registrar as sete revelações de Esdras em Babilônia, algumas das quais tomaram a forma de visões: a mulher que chorava, 9.38, até 10.56; a águia e o leão, 11.1 até 12.39; o homem que se ergueu do mar, 13.1-56. O autor destes capítulos é desconhecido, mas evidentemente era judeu pelo afeto que mostra a seu povo. (A palavra Jesus, que se encontra no cap. 7.28, não está nas versões orientais.) A visão da águia, que é expressamente baseada na profecia de Daniel (2º Esdras 12.11), parece referir ao Império Romano, e a data de 88 A.D. até 117 A.D. é geralmente aceita. Data posterior ao ano 200 contraria as citações do v. 35 cap. 5 em grego por Clemente de Alexandria com o Prefácio: “As­sim diz o profeta Esdras.” Os primeiros dois e os últimos dois capítulos de 2º Esdras, 1 e 2, 15 e 16 são aumentos; não se encontram nas versões orientais, nem na maior parte dos manuscritos latinos. Pertencem a uma data posterior à tradução dos Setenta que já estava em circulação, porquanto os profetas menores já aparecem na ordem em que foram postos na versão grega, 2º Esdras, 1.39, 40. Os dois primeiros capítulos contêm abundantes reminiscências do Novo Testamento e justificam a rejeição de Israel e sua substituição pelos Gentios, 2º Esdras, 1.24,25,35-40; 2.10,11,34), e, portanto, foram escritos por um cristão, e, sem dúvida, por um judeu cristão.
 
Tobias: Este livro contém a narração da vida de certo Tobias de Neftali, homem piedoso, que tinha um filho de igual nome, O pai havia perdido a vista. O filho, tendo de ir a Rages na Média, para cobrar uma dívida, foi levado por um anjo a Ecbatana, onde fez um casamento romântico com uma viúva que, tendo-se casado sete ve­zes, ainda se conservava virgem. Os sete maridos haviam sido mortos por Asmodeu, o mau espírito nos dias de seu casamento. Tobias, porém, foi animado pelo anjo a tornar-se o oitavo marido da virgem-viúva, escapando à morte, com a queima de fígado de peixe, cuja fumaça afugentou o mau espírito. Voltando, curou a cegueira de seu pai esfregando-lhe os escurecidos olhos com o fel do peixe que já se tinha mostrado tão prodigioso. O livro de Tobias é manifestamente um conto moral e não uma história real. A data mais provável de sua publicação é 350 ou 250 a 200 A.C.
 
Judite: E a narrativa, com pretensões a história, do modo por que uma viúva judia, de temperamento masculino, se recomendou às boas graças de Holofernes, comandante-chefe do exército assírio, que sitiava Betúlia. Aproveitando-se de sua intimidade na tenda de Holofernes, tomou da espada e cortou-lhe a cabeça enquanto ele dormia. A narrativa está cheia de incorreções, de anacronismos e de absurdos geográficos. É mesmo para se duvidar que exista alguma cousa de verdade; talvez que o seu autor se tenha inspirado nas histórias de Jael e de Sisera, Jz 4.17-22. A primeira referência a este livro, encontra-se em uma epístola de Clemente de Roma, no fim do primeiro século. Porém o livro de Judite data de 175 a 100 A. C., isto é, 400 ou 600 anos depois dos fatos que pretende narrar. Dizer que naquele tempo Nabucodonosor reinava em Nínive em vez de Babilônia não parecia ser grande erro, se não fosse cometido por um contemporâneo do grande rei.
 
Ester: Acréscimo de capítulos que não se acham nem no hebreu, nem no caldaíco. O livro canônico de Ester termina com o décimo capítulo. A produção apócrifa acrescenta dez versículos a este capitulo e mais seis capítulos, 11-16. Na tradução dos Setenta, esta matéria suplementar é distribuída em sete porções pelo texto e não interrompe a história. Amplifica partes da narrativa da Escritura, sem fornecer novo fato de valor, e em alguns lugares contradiz a história como se contém no texto hebreu. A opinião geral é que o livro foi obra de um judeu egípcio que a escreveu no tempo de Ptolomeu. Filometer, 181-145 A.C.
 
Sabedoria de Salomão: Este livro é um tratado de Ética recomendando a sabedoria e a retidão, e condenando a Iniqüidade e a idolatria. As passagens salientam o pecado e a loucura da adoração das imagens, lembram as passagens que sobre o mesmo assunto se encontram nos Salmos e em Isaías (compare: Sabedoria 13.11-19, com Salmos 95; 135.15-18 e Isaias 40.19-25; 44.9-20). É digno de nota que o autor deste livro, referindo-se a incidentes históricos para ilustrar a sua doutrina, limita-se aos fatos recordados no Pentateuco. Ele escreve em nome de Salomão; diz que foi escolhido por Deus para rei do seu povo, e foi por ele dirigido a construir um templo e um altar, sendo o templo feito conforme o modelo do tabernáculo. Era homem genial e piedoso, caracterizando-se pela sua crença na imortalidade. Viveu entre 150 e 50 ou 120 e 80, A.C. Nunca foi formalmente citado, nem mesmo a ele se referem os escritores do Novo Testamento, porém, tanto a linguagem, como as correntes de pensamento do seu livro , encontram paralelos no Novo Testamento (Sab. 5.18-20; Ef 6.14-17; Sab. 7.26, com Hb 1.2-6 e Sab. 14.13-31 com Rm 1.19-32).
 
Eclesiástico: também denominado Sabedoria de Jesus, filho de Siraque. É obra comparativamente grande, contendo 51 capítulos. No capítulo primeiro, 1-21, louva-se grandemente o sumo sacerdote Simão, filho de Onias, provavelmente o mesmo Simão que viveu entre 370 - 300, A.C. O livro deveria ter sido escrito entre 290 ou 280 A.C., em língua hebraica. O seu autor, Jesus, filho de Siraque de Jerusalém, Eclus 1.27, era avô, ou, tomando a palavra em sentido mais lato, antecessor remoto do tradutor. A tradução foi feita no Egito no ano 38, quando Evergeto era rei. Há dois reis com este nome, Ptolonmeu III, entre 247 a 222 A.C., e Ptolomeu Fiscom, 169 a 165 e 146 a 117 A.C. O grande assunto da obra e a sabedoria. É valioso tratado de Ética. Há lugares que fazem lembrar os livros de Provérbios, Eclesiastes e porções do livro de Jó, das escrituras canônicas, e do livro apócrifo, Sabedoria de Salomão. Nas citações deste livro, usa-se a abreviatura Eclus, para não confundir com Ec abreviatura de Eclesiastes.
 
Baruque: Baruque era amigo do Jeremias. Os primeiros cinco capítulos do seu livro pertencem à sua autoria, enquanto que o sexto é intitulado “Epístola de Jeremias.” Depois da introdução, descrevendo a origem da obra, Baruque 1.1,14, abre-se o livro com três divisões, a saber:
1)
Confissão dos pecado. de Israel e orações, pedindo perdão a Deus, Baruque 1.15, até 3.8. Esta parte revela ter sido escrita em hebraico, como bem o indica a introdução, cap. 1:14. Foi escrita 300 anos A.C.
2)
Exortação a Israel para voltar à fonte da Sabedoria, 3.9 até 4.4.
3)
Animação e promessa de livramento, 4.5 até 5.9. Estas duas seções parece que foram escritas em grego, pela sua semelhança com a linguagem dos Setenta. Há dúvidas, quanto à semelhança entre o cap. 5 e o Salmo de Salomão, 9. Esta semelhança dá a entender que o cap. 5 foi baseado no salmo, e portanto, escrito depois do ano 70, A.D., ou então, que ambos os escritos são moldados pela versão dos Setenta. A epístola de Jeremias exorta ou judeus no exílio a evitarem a idolatria de Babilônia. Foi escrita 100 anos A.C.
 
Adição à História de Daniel:

O cântico dos três mancebos (jovens)
: Esta produção foi destinada a ser Intercalada no livro canônico de Daniel, entre caps. 3.23,24. É desconhecido o seu autor e ignorada a data de sua composição. Compare os versículo, 35-68 com o Salmo 148.A história de Suzana: É também um acréscimo ao livro de Daniel, em que o seu autor mostra como o profeta, habilmente descobriu uma falsa acusação contra Suzana, mulher piedosa e casta. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome de seu autor.Bel e o dragão: Outra história introduzida no livro canônico de Daniel. O profeta mostra o modo por que os sacerdotes de Bel e suas famílias comiam as viandas oferecidas ao ídolo; e mata o dragão. Por este motivo, o profeta é lançado pela segunda vez na caverna dos leões. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome do autor.
Oração de Manassés, rei de Judá quando esteve cativo em Babilônia. Compare, 2º Cr 33.12,13. Autor desconhecido. Data provável, 100 anos A. C.
Primeiro Livro dos Macabeus: E um tratado histórico de grande valor, em que se relatam 05 acontecimentos políticos e os atos de heroísmo da família levítica dos Macabeus durante a guerra da lndependência judaica, dois séculos A.C. O autor é desconhecido, mas evidentemente é judeu da Palestina. Há duas opiniões quanto à data em que foi escrito; uma dá 120 a 106 A.C., outra, com  melhores fundamentos, entre 105 e 64 A.C. Foi traduzido do hebraico para o grego.
Segundo Livro dos Macabeus: É inquestionavelmente um epítome da grande obra de Jasom de Cirene; trata principalmente da história Judaica desde o reinado de Seleuco IV, até à morte de Nicanor, 175 e 161 A.C. É obra menos importante que o primeiro livro. O assunto é tratado com bastante fantasia em prejuízo de seu crédito, todavia, contém grande soma de verdade. O livro foi escrito depois do ano 125 A.C. e antes a tomada de Jerusalém, no ano 70 A.D.
Terceiro Livro dos Macabeus: Refere-se a acontecimentos anteriores à guerra da independência. O ponto central do livro e pretensão de Ptolomeu Filopater IV, que em 217 A.C. tentou penetrar nos Santo dos Santos, e a subseqüente perseguição contra os judeus de Alexandria. Foi escrito pouco antes, ou pouco depois da era cristã, data de 39, ou 40 A.D.
Quarto Livro dos Macabeus: É um tratado de moral advogando o império da vontade sobre as paixões e ilustrando a doutrina com exemplos tirados da história dos macabeus. Foi escrito depois do 2º Macabeus e antes da destruição de Jerusalém. 
   
          É, talvez, do 1º século d.C. Ainda que os livros apócrifos estejam compreendidos na versão dos Setenta, nenhuma citação certa se faz deles no Novo Testamento. É verdade que os Pais muitas vezes os citaram isoladamente, como se fossem Escritura Sagrada, mas, na argumentação, eles distinguiam os apócrifos dos livros canônicos. S. Jerônimo, em particular, no fim do 4º século, fez entre estes livros uma claríssima distinção. Para defender-se de ter limitado a sua tradução latina aos livros do Cânon hebraico, ele disse: “Qualquer livro além destes deve ser contado entre os apócrifos. Sto. Agostinho, porém (354-430 à.C.), que não sabia hebraico, juntava os apócrifos com os canônicos como para os diferençar dos livros heréticos. Infelizmente, prevaleceram as idéias deste escritor, e ficaram os livros apócrifos na edição oficial (a Vulgata) da Igreja de Roma. O Concilio de Trento, 1546, aceitou “todos os livros... com igual sentimento e reverência”, e anatematizou os que não os consideravam de igual modo. A Igreja Anglicana, pelo tempo da Reforma, nos seus trinta e nove artigos (1563 e 1571), seguiu precisamente a maneira de ver de S. Jerônimo, não julgando os apócrifos como livros das Santas Escrituras, mas aconselhando a sua leitura “para exemplo de vida e instrução de costumes”.
 
3. Livros Pseudo-epígrafos. Nenhum artigo sobre os livros apócrifos pode omitir estes inteiramente, porque de ano para ano está sendo mais compreendida a sua importância. Chamam-se Pseudo-epígrafos, porque se apresentam como escritos pelos santos do Antigo Testamento. Eles são amplamente apocalípticos; e representam esperanças e expectativas que não produziram boa influência no primitivo Cristianismo. Entre eles podem mencionar-se:
Livro de Enoque (etiópico), que é citado em Judas 14. Atribuem-se várias datas, pelos últi­mos dois séculos antes da era cristã.
Os Segredos de Enoque (eslavo), livro escrito por um judeu helenista, ortodoxo, na primeira metade do primeiro século d.C.
O Livro dos Jubileus (dos israelitas), ou o Pequeno Gênesis, tratando de particularidades do Gênesis duma forma imaginária e legendária, escrito por um fariseu entre os anos de 135 e 105 a.C.
Os Testamentos dos Doze Patriarcas: é este livro um alto modelo de ensino moral. Pensa-se que o original hebraico foi composto nos anos 109 a 107 a.C., e a tradução grega, em que a obra chegou até nós, foi feita antes de 50 d.C.
Os Oráculos Sibilinos, Livros III-V, descrições poéticas das condições passadas e futuras dos judeus; a parte mais antiga é colocada cerca do ano 140 a.C., sendo a porção mais moderna do ano 80 da nossa era, pouco mais ou menos.
Os Salmos de Salomão, entre 70 e 40 a.C.
As Odes de Salomão, cerca do ano 100 da nossa era, são, provavelmente, escritos cristãos.
O Apocalipse Siríaco de Baruque (2º Baruque), 60 a 100 a.C.
O Apocalipse grego de Baruque (3º Baruque), do 2º século, a.C.
A Assunção de Moisés, 7 a 30 d.C.
A Ascensão de Isaias, do primeiro ou do segundo século d.C.
 
4. Os Livros Apócrifos do Novo Testamento (N.T.): Sob este nome são algumas vezes reunidos vários escritos cristãos de primitiva data, que pretendem dar novas informações acerca de Jesus Cristo e Seus Apóstolos, ou novas instruções sobre a natureza do Cristianismo em nome dos primeiros cristãos. Entre os Evangelhos Apócrifos podem mencionar-se:
O Evangelho segundo os Hebreus  (há fragmentos do segundo século);
O Evangelho segundo S. Tiaqo, tratando do nascimento de Maria e de Jesus (segundo século);
Os Atos de Pilatos.(Segundo século).
Os Atos de Paulo e Tecla (segundo século).
Os Atos de Pedro (terceiro século).
Epístola de Barnabé (fim do primeiro século).
Apocalipses, o de Pedro (segundo século).
 
          Ainda que casualmente algum livro não canônico se ache apenso a manuscritos do N.T., esse fato é, contudo, tão raro que podemos dizer que, na realidade, nunca se tratou seriamente de incluir qualquer deles no Cânon.
 
Dicionário Bíblico Universal

Livros Apócritos! Porque não fazem parte da Bíblia?

A verdade sobre os Livros Apócrifos do Novo Testamento

 
 
fev 6, 2008
Autor: Gevan Oliveira

            Uma resposta à matéria “Jesus na boca do povo – O Cristo dos textos rejeitados pela Igreja toma o lugar do Messias dos Evangelhos” (Revista Época Edição 202 01/04/2002)
 
“Jesus…, um misterioso e celestial ET disfarçado de humano”. A frase em destaque foi publicada pela revista Época na edição nº 202 de 01/04/2002. Uma das mais respeitadas publicações da imprensa nacional, a Época procura numa tentativa frustrada e recheada de argumentos ocos, conjecturar como seria o cristianismo se os livros canônicos fossem substituídos pelos apócrifos. Lamentavelmente, a falta de conhecimento teológico do colega jornalista ou sua necessidade de produzir algo vendável, o faz trilhar por caminhos já percorridos por outros aventureiros da “arte” que buscam fama e dinheiro criando invencionisses a partir de declarações expeculativas dos livros apócrifos.
 
           A exemplo do cineasta Martin Scorsese, de A Última Tentação de Cristo, que, baseado no livro do escrito grego Nikos Kazantzakis, apresenta Jesus como um frequentador de prostíbulo, demente e esquizofrênico sexual. Um Cristo que vive sonhando aventuras sexuais com inúmeras mulheres, entre elas as irmãs de Lázaro e a própria Maria Madalena.
 
          Ou ainda o Jesus líder de uma seita de homossexuais, segundo o livro Corpus Christi de Terrence McNally. Ou mesmo como o best seller internacional de 1992, Holy Bloond Holy Grail (O santo Sangue o Santo Graal) que especula que Jesus se casou com Maria Madalena e juntos tiveram seis filhos.
 
          Impressionante como as viagens alucinógenas sobre a figura de Jesus sempre permeiam a sua sexualidade !!! Acho que Freud, para isto, tem a resposta… Na verdade, esse é o único caminho que sobrou para se tentar pegá-Lo em alguma fraude.
 
          Quem se arrisca julgar ou interpretar Jesus sobre outra visão acaba abortando obras bizarras, como a do semita John Allegro. No livro The Sacred Mushroom and the Cross (O Cogumelo Sagrado e a Cruz) o infame diz que Jesus não é uma pessoa histórica, mas uma espécie de nome em código aludindo ao uso de uma droga alucinógena feita com o cogumelo de cabeça vermelha, Amanita Muscaria.
 
          Já os escritores do Novo Testamento eram supostamente membros de um antigo culto da fertilidade que colocaram seus segredos num elaborado criptograma, o próprio Novo Testamento. Nessa visão de Alegro, temos que admitir, nem os apócrifo são tão competentes.
          O escritor do Novo Testamento, o erudito inglês, R.T. France em seu livro The Evidence for Jesus de 1986, diz o seguinte sobre as novidades sobre o Jesus Histórico: “Todas essas reconstruções de Jesus têm necessariamente em comum um extremo ceticismo com relação à evidência principal relativa à Ele, os evangelhos canônicos, que são considerados como uma distorção deliberada da verdade , à fim de oferecer à adoração cristã um Jesus adequado.
 
          Em vez disso, eles procuram insinuações de “evidência suprimida”, e dão o lugar central a detalhes históricos incidentais e a tradições apócrifas tardias conhecidos dos eruditos bíblicos tradicionais, mas que tem sido geralmente considerados como periféricos na melhor das hipóteses e, em muitos casos, bem pouco confiáveis, credulidade com a qual é aceita esta “evidência suprimida”, que recebe um lugar de honra na reconstrução do verdadeiro Jesus, é ainda mais notável quando contrastada como excessivo ceticismo mostrado em relação aos evangelhos”
 
          Trazer à tona o que dizem os livros apócrifos sobre o Jesus da história na intenção de fazer uma releitura ou de negar os livros canônicos, é uma profunda perda de tempo. Não pelo fato de estes são os únicos considerados inspirados por Deus, mas pelo simples fato de que os apócrifos não se sustentam em suas narrativas e nem podem ser comparados com os escritos das testemunhas oculares e seguidoras fiéis de Jesus e do cristianismo.
 
          A acusação de que os apócrifos foram escritos por pessoas humildes e por isso não foram aceitos, é prova da falta de informação (ou má fé) do escritor. Gostaria de lembrar ao colega que os apóstolos Pedro e João, autores de 7 dos 27 livros do Novo Testamento, eram rudes pescadores. Outro detalhe crucial: a afirmação de que os livros rejeitados pela igreja foram escritos por pessoas que conviveram com Ele também não procede, uma vez que seus registros datam a partir do século 1º.
 
 
Mas o que realmente são os livros apócrifos

           Honestamente, o que os céticos questionam é a veracidade do cânon neo-testamentário. Porque somente eles contêm a verdade de Jesus? Esta é a pergunta chave.
 
          A indagação só vem à tona por pura ignorância histórica e teológica. O termo “apócrifo” vem do grego e significa coisas ocultas. Quando se fala em apócrifo, normalmente, se faz alusão aos catorze ou quinze livros do Velho Testamento (VT), mas no caso da matéria em questão, o autor se reporta aos escritos do Novo Testamento (NT).
 
          Assim como no caso do VT, os apócrifos do NT também não são aceitos devido a sua autoridade e autenticidade duvidosas. Mas como, então, os livros chegaram à seleção que conhecemos hoje? Quem deu o veredito?
 
A resposta: o Canôn. Esta palavra é uma transliteração de um termo grego com o sentido principal de bastão ou regra. Nos primórdios da igreja cristã, teve o sentido de regra de fé, mais tarde, representaria a lista dos livros neo-testamentários.
 
          O Cânon do NT não surgiu arbitrariamente do dia para a noite. Os livros de história registram que em 393 a.D. o Concílio da Igreja da época, denominado de O Sínodo de Hippo, listou os 27 livros que compõem o NT, e quatro anos mais tarde, a decisão foi reafirmada no Terceiro Sínodo de Cartago.
 
          Contudo, e é aqui que se encontra o cerne da questão, o que a igreja fez foi apenas conferir uma autoridade que os livros já possuíam. Muitos anos antes da reunião dos concílios, os presbíteros das igrejas locais do 1º século colecionavam, avaliavam e decidiam quais dos escritos de seus dias tinham a autoridade dos apóstolos.
 
          Como declara um dos mais importantes apologetas do nosso século, autor de prestigiados livros sobre a historicidade de Jesus, o inglês, Josh MacDowell, os registros que mereciam mais atenção eram exatamente aqueles que continham relatos e atos de Jesus. “O Cristo, para eles, tinha a mesma conotação divina atribuída a autoridades importantes do Velho Testamento, como a dos profetas. Isto porque Ele era considerado e aceito como o Messias de Deus, daí a opção”.
 
          Outro fator de grande relevância diz respeito à data em que os documentos foram escritos. Os que fazem parte hoje do Cânon foram produzidos antes do fim do primeiro século, como afirmam alguns pesquisadores, entre eles, o renomado arqueólogo bíblico William Albright em seu livro Recent Discoveries in Bible Lands “Já podemos dizer enfaticamente, que não há mais nenhuma base sólida para datar qualquer livro do Novo Testamento depois de 80 a.D.” A única dúvida paira sobre o livro de apocalipse, que outros historiadores acreditam ter sido escrito por volta do ano 95 a.D.
 
          Este fato, segundo os estudiosos da história bíblica, possibilitou àqueles que selecionavam os textos o acesso a testemunhas oculares. Dessa forma, eles poderiam, oralmente, conferir a veracidade do que havia sido escrito. À medida em que os apóstolos iam morrendo, a necessidade de se preservar seus relatos fazia com que suas epístolas fossem valorizadas ainda mais.
 
          Quanto mais antigo fosse o escrito, menos confiança e mais cautela havia para se avaliar sua autenticidade. O interessante é que praticamente todos os escritos apócrifos são reconhecidos historicamente como sendo do primeiro, segundo e até do 3º século, outros ainda de quase mil após: O Evangelho de Tomé (140 a.D); Evangelho para os Hebreus (cerca de 170 a.D.); O Tratado da Ressureição (meados ou fim do 2º século); Evangelho de Pedro (200 a.D.); O Evangelho de Filipe (século 3º a.D) Evangelho Pseudo-Mateus (séculos 8º ou 9º a.D.).
 
          Dessa forma, por terem sido escrito muito tarde oferecem pouca, ou nenhuma evidência histórica confiável de Jesus. Além disso, detalhes em desacordo com os preceitos cristãos são facilmente encontrados nesses livros. Como é o caso do Evangelho de Pedro. Aparentemente baseado nos evangelhos canônicos, sua narrativa é condenada por apresentar detalhes que se arranjam para satisfazer ao propósito do autor. Além de ser doceta (conceito herético de que o corpo de Jesus não era de carne e sangue reais), ele também argumenta fortemente a favor da inocência de Pilatos e culpa apenas os judeus pela crucificação.
 
          Já o Evagelho de Tomé, foi condenado pelos eruditos por conter claras evidências de gnosticismo (uma tentativa de explicar todas a coisas pela razão), o que é uma afronta à fé genuína cristã.
 
          Muitas outras contradições e tiros no escuro sobre Jesus são disparados pelos apócrifos que parecem ter atingido alguns predestinados a duvidar do Jesus histórico.
 
          Mas não quero terminar argumentando a favor da história, afinal de contas, “A canonicidade é determinada ou fixada autoritariamente por Deus, sendo, simplesmente descoberta pelo homem” (Norman Geiler e William Nix – A General Introduction to the Bible, 1986).
 
Gevan Oliveira é Jornalista e evangélico Batista há 18 anos
gdoliveira@sfiec.org.br
 

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