domingo, 6 de outubro de 2013

Os Evangelhos são Verdadeiros? As Cópias e os Originais!

Os Evangelhos são verdadeiros?


Quem precisa tirar cópias?

          Os escritos originais dos apóstolos foram reverenciados. Eles foram estudados, compartilhados, cuidadosamente preservados e armazenados como um tesouro escondido pelas igrejas.
 
          Mas, infelizmente, os confiscos romanos, a passagem de 2000 anos e a segunda lei da termodinâmica cobraram seu preço. Então, hoje, o que temos desses escritos originais? Nada. Os manuscritos originais se foram (embora, sem dúvida, toda semana estudiosos da Bíblia sintonizem no programa de TV Antiques Roadshow esperando que um manuscrito seja descoberto).
 
          Ainda assim, o Novo Testamento não está sozinho nesse destino; nenhum outro documento comparável da história antiga continua existindo atualmente. Os historiadores não são incomodados pela falta de manuscritos originais, uma vez que têm cópias confiáveis para examinar. Mas existem cópias antigas do Novo Testamento disponíveis e, se existem, elas são fiéis aos originais?
 
          Conforme o número de igrejas se multiplicava, centenas de cópias eram cuidadosamente feitas sob a supervisão dos líderes da igreja. Cada carta foi meticulosamente escrita à tinta em pergaminho ou papiro. E assim, atualmente, estudiosos podem examinar as cópias sobreviventes (e as cópias das cópias, e as cópias das cópias das cópias—você entendeu) para determinar a autenticidade e chegar muito perto dos documentos originais.
 
          De fato, os acadêmicos que estudam literatura antiga desenvolveram a ciência da crítica textual para examinar documentos como A Odisseia, comparando-os a outros documentos antigos para determinar sua precisão. Mais recentemente, o historiador militar Charles Sanders ampliou a crítica textual desenvolvendo um teste dividido em três partes que analisa não apenas a fidelidade da cópia, mas também a credibilidade dos autores. Os testes são:
  1. O teste bibliográfico
  2. O teste da evidência interna
  3. O teste da evidência externa[7]
Vamos ver o que acontece quando aplicamos esses testes aos primeiros manuscritos do Novo Testamento.

Teste bibliográfico

Este teste compara um documento a outros documentos históricos antigos do mesmo período. Ele questiona:
  • Quantas cópias do documento original existem?
  • Quanto tempo se passou entre os escritos originais e as primeiras cópias?
  • Como um documento se compara a outros documentos históricos antigos?
          Imagine se tivéssemos apenas duas ou três cópias dos manuscritos originais do Novo Testamento. A amostragem seria tão pequena que não poderíamos confirmar sua precisão. Por outro lado, se temos centenas ou até mesmos milhares de cópias, podemos facilmente disseminar erros de documentos mal transmitidos.
 
          Então, como o Novo Testamento se compara a outros escritos antigos considerando-se o número de cópias e o intervalo em relação aos originais? Atualmente, existem mais de 5000 manuscritos do Novo Testamento no idioma grego original. Quando contamos traduções para outros idiomas, o número é espantoso: 24.000 — datadas dos séculos II a IV.
 
          Compare isso ao segundo manuscrito histórico antigo mais bem documentado, a Ilíada de Homero, com 643 cópias.[8] E lembre-se de que a maioria dos trabalhos históricos antigos têm muito menos cópias existentes do que esse (geralmente, menos de 10). O estudioso do Novo Testamento Bruce Metzger ressalta, “Em contraste com esses números [de outros manuscritos antigos], a crítica textual do Novo Testamento é atrapalhada pela integridade do material”.[9]
 

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