domingo, 15 de setembro de 2013

Glossolalia x Xenoglossia! No dia de Pentecostes aconteceu a Xenoglossia e não a Glossolalia

Glossolalia e Xenoglossia

Glossolalia


           Glossolalia (do grego γλώσσα, "glóssa" [língua]; λαλώ, "laló" [falar]) é um fenômeno de psiquiatria e de estudos da linguagem, em geral ligado a situações de fervor religioso, em que o indivíduo crê expressar-se em uma língua por ele desconhecida, em geral inexistente, mas por ele tida como de origem divina; entretanto essas falas são caracterizadas pela repetição da cadeia sonora, sem qualquer significado sistemático e, ainda, com raras unidades linguísticas previsíveis, sendo o falante incapaz de repetir qualquer dos enunciados já pronunciados.
          A glossolalia religiosa é o nome pelo qual algumas denominações pentecostais e correntes religiosas como a Renovação Carismática Católica denominam a capacidade de reproduzir o fenômeno conhecido por dom de línguas, descrito no segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos., embora no referido livro o fenômeno seja explicado não como a fala de uma língua estrangeira, pura e simplesmente, pelos apóstolos, mas sim o fato de os estrangeiros presentes em Jerusalém entenderem em seu próprio idioma o que estes diziam: "porque cada um os ouvia falar na sua própria língua".

Psiquiatria: sintoma

          Como sintoma psiquiátrico a glossolalia é uma das manifestações presentes na esquizofrenia e na afasia sensorial, quando "o indivíduo parece estar falando uma outra língua; ele produz sons ininteligíveis, porém mantém os aspectos prosódicos da fala normal". Ressalta-se ainda que um caso de glossolalia constitui um dos estudos primordiais da ainda incipiente psicanálise, quando em 1900 o professor suíço Théodore Flournoy publicou sua obra: “Da Índia ao Planeta Marte: estudo sobre um caso de sonambulismo com glossolalia”.

Religião e casos psiquiátricos de glossolalia

          Diversos estudos psiquiátricos associam, contudo, os fenômenos religiosos modernos com os sintomas ditos glossolálicos. Neste sentido, Hempel e outros, em 2002, encontraram num universo de 148 pacientes de instituição penal, 18 casos de glossolalia, associados a delírios religiosos ou sexuais e a hiperreligiosidade, como sintomas de casos de distúrbio bipolar, comum a todos.Mais diretamente ligado ao Brasil, tem-se que os movimentos pentescotais "oferecem um ritual mágico, permeado por cantos, danças que expressam intensas emoções, o que mobiliza a adesão de fiéis, assim como a ênfase em dons, como da profecia e da glossolalia, produzem um encantamento e um fascínio sobre as pessoas" e que os casos verificados modernamente despertam no pesquisador sentimentos que vão da "surpresa, ao incômodo, ao desassossego, agregavam-se a curiosidade e o interesse em conhecer, entender outras referências à religião que causavam estranhamento, principalmente sobre a possessão, o exorcismo, a glossolalia, a profecia e o louvor."

Estudos da linguagem

          Com relação aos estudos da linguagem, a pesquisadora Silvana Matias Freire, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, em 2007 publicou análise em que aborda a glossolalia sob três aspectos: religioso, patológico e lúdico. A abordagem tem por base a relação entre som e sentido e ainda a relação entre inibição e a falta de sentido no que se diz. Dentre as definições que alude, consta a feita pelo neurologista André Roch-Lecours, segundo o qual a glossolalia compreende os "comportamentos linguísticos de aparências desviantes, caracterizados por um discurso fluente, articulação móvel, segmentável em termos de unidades fonéticas e inteiramente ou quase inteiramente constituído de neologismos."

Xenoglossia


          Xenoglossia [do grego xenom = estranho, estrangeiro + glossa = língua] é um suposto fenômeno metapsíquico no qual uma pessoa seria capaz de falar idiomas que nunca aprendeu, como, por exemplo, uma pessoa começar a falar alemão fluentemente sem nunca ter aprendido alemão, ser alemão ou conviver com alemães.

Explicações


          Conforme Ernesto Bozzano, pesquisador da metapsíquica, informa, na Introdução de seu livro Xenoglossia, que o termo foi criado pelo fisiologista Charles Robert Richet para identificar o fenômeno no qual pessoas falam em línguas que eles e, geralmente, o público presente ignoram, porém que se tratam de línguas existentes hoje ou que existiram no passado.
 
 
          A necessidade de criação do termo foi devida ao termo glossolalia, então já existente, não ter a restrição de a língua falada ou escrita no fenômeno observado ser uma língua real, existente hoje ou no passado.

[editar]No cristianismo

          Diz o livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 2, versículos de 1 a 4, que, no dia de Pentecostes, 10 dias depois de Cristo ascender ao céu, por cerca de 30 d.C, os 11 apóstolos restantes (Judas Iscariotes tinha-se suicidado) e mais Matias (o novo 12º apóstolo) estavam reunidos num cenáculo quando, de repente, veio um vento forte e línguas de fogo pousaram sobre eles e então ficaram todos cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o mesmo Espírito lhes concedia que falassem. Nascia aí o cristianismo e a manifestação do fenômeno da xenoglossia nele, fenômeno este que viria a se repetir em outras ocasiões durante os primeiros séculos de existência do cristianismo mas que seria quase esquecido ao longo dos séculos, tendo sido, entretanto, visto como freqüente na história de alguns santos e outras pessoas.
     Hoje em dia, devido ao surgimento dos movimentos pentecostais, nos protestantes (pentecostalismo), não há a manifestação desse fenômeno, e sim o da Glossolalia, que é totalmente distinto do que ocorreu em Pentecostes.

No espiritismo

          Acontece entre espíritas tanto na forma falada quanto na escrita, quando o médium recebe uma mensagem de algum espírito e essa mensagem é em algum idioma desconhecido. Quando este fato acontece sem o médium ter consciência do que faz (está em transe), é porque, segundo a doutrina espírita, foi o espírito mensageiro quem lhe revelou. Segundo a doutrina espírita, a xenoglossia também é intitulada de mediunidade poliglota.

Na parapsicologia

          No entanto, numerosos casos de pessoas que falavam línguas estranhas foram estudados pela parapsicologia, que concluiu que a mente humana tem uma faculdade ilimitada de aprender qualquer coisa através de seu inconsciente, portanto a xenoglosia e a glossolalia seriam fenômenos naturais que ocorrem, em certas pessoas, em momentos de euforia, excitação, transe, etc., sem haver necessariamente nenhuma ligação com o sobrenatural.

 

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