segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Bíblia fala sobre a Mente do Homem!

CORPO CARNAL – CORPO ESPIRITUAL –> A BÍBLIA FALA SOBRE A MENTE DO HOMEM

Mente Humana sem vida espiritual
 
          Um dos mais importantes princípios das Escrituras Sagradas estabelece que existem dois “tipos” de seres humanos, e cada um possui a figura de um “corpo” simbolizado pela sua forma de pensar, de ver e interpretar as coisas que lhe cercam bem como a sua própria existência neste contexto.
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O HOMEM NASCE NUM CORPO CARNAL FÍSICO E POSSUI DOIS CORPOS MENTAIS SIMBÓLICOS: UM CARNAL E OUTRO ESPIRITUAL
 
          Existe um homem natural vivendo num “corpo carnal” e utilizando sua mente de uma forma especifica para atender as necessidades existenciais no mundo (sobrevivência) deste corpo carnal, e um homem espiritual que possui sua mente buscando atender as necessidades existenciais da alma do homem (sentimental), que habita também o corpo carnal físico.
 
          Cada “corpo” ou “forma de ver e pensar” tem suas características próprias, e estas são utilizadas pela Bíblia na narrativa da História que Deus criou para o homem.
 
           O que concluiremos com esse texto é que existem duas formas distintas de se ver e interpretar tudo o que faz parte da vida do homem. Dois tipos de “lentes” para a mente focar eventos, cada uma gerando linhas de pensamentos diferentes, onde apenas um destes corpos mentais (ou forma de se “pensar”) é tido como sendo de um “Filho de Deus“, e portanto herdeiro das promessas.
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NO MOMENTO DO NASCIMENTO DO CORPO CARNAL FÍSICO (CORPO) NASCE TAMBÉM O CORPO MENTAL CARNAL (ALMA), MAS O CORPO MENTAL ESPIRITUAL (ESPIRITO) NASCE “MORTO” PELO DOMÍNIO DO CORPO MENTAL CARNAL (ALMA)

          Vamos começar a estudar este assunto. Deus criou os animais com “alma” (Genesis 1:20,21,24,30), ou seja, deu a vida animal um “espírito” (energia organizadora) atuando dentro de códigos pré-estabelecidos para a formação da espécie. Cada espécie animal tem seus códigos de formação (DNA).
 
          No caso do homem, temos a alma do homem sendo formada pelo espírito inicial dado por Deus (o mesmo que foi dado à Adão –> “espírito fraco”) energizando e organizando uma mente que sofre terríveis influências do seu código de instrução genético (DNA), que por sua vez é sensível aos estímulos captados pelos órgãos sensitivos. É importante o leitor ter algum conhecimento sobre o DNA humano e toda a sua complexidade. Procure ler sobre esse tema.
 
          Saber sobre para que servem os 98% dos códigos de sentenças da molécula de DNA que a ciência ainda não desvendou sua aplicação é algo que podemos com nossas mentes extrapolar para o quão absurdamente potente é a sabedoria e a capacidade do Deus Criador.
 
          Apenas considerem que uma única molécula de DNA dentro do núcleo de cada célula do corpo humano tem 2 metros de cumprimento quando “esticada”, e em suas “sentenças” (ou códigos com instruções escritas em 4 letras cada um) estão decodificadas todas as características de cada ser em mais de 3 bilhões de “letras”. Isto equivale a 200 listas telefônicas de instruções numa única molécula de apenas uma dos bilhões de células de um corpo, perfeitamente organizadas e geradoras dos resultados que vemos ao olharmos para cada ser (e tem pessoas que ainda não acreditam que exista Deus, ou que o criador deste “projeto” absolutamente fantástico chamado de “ser humano” seja o “acaso”).
 
          Mas é importante observar que este homem que nasceu e começa a crescer em seu corpo carnal, passa a ter a formação de seus pensamentos sendo estimulados pelo mundo que o cerca, pelo que seus sentidos vão captando e gerando de informações para a sua mente processar.
 
          Este referencial natural herdado de seus pais estão decodificados em seu DNA e de maneiras variáveis tem suas necessidades para sobrevivência sendo detectadas e gerando pensamentos que visam prover soluções para os desejos e anseios que vão sendo criados pela sua mente. Desde o momento que nasce a mente humana assume imediatamente a condição de “carnal”, pois está obedecendo ao referencial de observação fixado apenas pelas coisas que se vêem com os sentidos do corpo carnal. Isto desde criança.
 
          A morte dos “pensamentos espirituais” naturais dados por Deus ao primeiro homem, Adão, foi provocado pela sua desobediência à Lei que era para não ter contato com o “mal”. Ao “tocá-lo” com sua mente, o homem passou a conhecê-lo e por conhecê-lo sucumbiu à sua força.
 
          Para o controle do mal é necessário o conhecimento maior e mais profundo de Deus, o que não estava previsto por Deus dar ao homem esta capacidade num primeiro momento. Esta energia organizadora e vitalizadora necessária para controlar a mente do homem diante do mal, para que o homem tivesse capacidade de permanecer vivo espiritualmente não foi dada a Adão inicialmente. Apenas Deus pode controlar o mal, pois foi Deus que criou o mal (Isaías 45:7).
 
          Adão não tinha este espírito forte. Ele se sentiu “nu” diante de Deus (Genesis 3:10), ou sem explicações e convicções tais que permitiram a ele controlar as tentações que sua mente passava a sofrer, mas não estava capacitada com o discernimento para enfrentar estes desejos (força espiritual).
E devemos interpretar o “mal” como sendo a natureza humana de priorizar todos os desejos e anseios carnais gerados pela mente do homem no atender a estes. Todo homem que vive para as coisas do mundo, que vive para as coisas que se vê, é homem carnal sendo controlado por mente carnal. Esta é nossa herança genética maldita, codificada em nosso DNA, que acompanha o homem que nem se dá conta que essa forma de nascermos é a nossa perdição, ou seja, que a força dos comandos estabelecidos em nosso código genético sendo energizados pelo espírito natural que o homem recebe em seu nascimento carnal, sucumbem à força dos desejos pelas coisas do mundo que são criados por sua mente, por uma mente que apenas vê e ouve as coisas por este referencial material estabelecidos pelas coisas que se vê.
 
          O “mal” a que se refere Deus na Bíblia, ou o que condena o homem por tê-lo conhecido (Genesis 3:17), é toda forma de pensamentos que se cria numa mente para atender os desejos e anseios do corpo carnal, pensamentos movidos por motivos e intenções que desconsideram as Leis de Deus espirituais (que serão vistas a frente).
 
          Percebam como o desejo por algo que necessitamos faz com que nossa mente modifique de tal forma a Lei, que sempre encontramos uma forma de nos autorizar a seguir em frente com nossos planos para atender o desejo, mesmo quebrando a Lei. Isto acontece por ser a força do desejo intensificada pela Lei, que faz com que a mente trabalhe mais “complexamente” planos para justificar o mal (ou desejo carnal).
 
          O espírito do homem, ou a energia inicialmente obtida em seu nascimento não é suficiente ou não é de tal forma eficaz para dar ao homem a capacidade de vencer o mal. Isto é impossível a ele. Os desejos da carne criados pela mente carnal são por demais fortes para serem vencidas por sua mente natural. Deus necessariamente deve agir para incrementar esta energia para que possamos mudar o foco de observação e interferir assim na geração dos desejos e anseios de nossa mente espiritual, que está derrotada, dando-nos o que chamamos de “discernimento”.
 
          A mente do homem perdeu a capacidade de discernir as coisas do mundo pelo referencial das coisas espirituais. Aquilo que se vê dominou o que não se vê. O “ter” incrementa e impulsiona muito mais as linhas de pensamentos do que aquilo que não se vê (ou espiritual). Amor, bondade, compaixão, perdão, são apenas ferramentas para atender as mentes carnais na tentativa de justificá-las para suas constantes quebras da Lei e provável punição a se esperar. Eles não surgem “incondicionalmente” como motivos sinceros e continuos no movimentar seus pensamentos. Muitas vezes surgem algumas “demonstrações” de amor e bondade mas como uma espécie de “pagamento” (barganha) a Deus por erros cometidos, não tratando-se de uma mudança de foco ou de local de observação das coisas que um nascimento espiritual (visto mais a frente) provoca num ser humano de forma contínua e permanente (adiante veremos que Deus distribui também discernimento para a manutenção dos Seus propósitos e objetivos para a humanidade).
 
          Todos os filhos de Adão, ou seja, todos os homens nasceram mortos espiritualmente falando, e isto é uma verdade apenas para os mansos e humildes de espírito aceitarem. Ou pode alguém com mente carnal comum e rebelde admitir que não é espiritual, ou que está condenada a perecer caso não receba um novo espírito?
 
          Estar “morto espiritualmente” implica em não ter capacidade de compreender que se está morto, e portanto precisando de “vida”, de “visão”, de “audição”, de “motivos corretos”, de “conhecimentos” sendo organizados e gerando pensamentos corretos e obedientes a Deus.
 
Este paradoxo humano é simplesmente o maior paradoxo que existe, o mais importante: “UMA PESSOA QUE ESTÁ MORTA ESPIRITUALMENTE PELO QUE DEUS ESTABELECE NÃO PODE SABER QUE ESTÁ MORTA, ATÉ QUE DEUS A FAÇA COMEÇAR A VIVER PARA ENTÃO LHE MOSTRAR SUA CONDIÇÃO ANTERIOR, PARA QUE SE ARREPENDA DE SEUS PECADOS, E PARA QUE SEJA SALVA FINALMENTE AO NASCER DEFINITIVAMENTE PARA DEUS”.
 
          Leiam João 11 e percebam exatamente como um morto espiritual ganha vida espiritual, pela parábola contada por Jesus ali. O que é narrado pela esperiência de Lázaro na verdade é o nascimento espiritual de uma pessoa, contado figuradamente na ressurreição desse grande amigo do Senhor Jesus.
 
          Deus é misericordioso e criou uma História de Salvação para o homem. Ele escolheu alguns para vir a salvar desta terrível condição através de um nascimento espiritual que lhe trouxesse uma nova disposição mental para o conduzir a purificação dos seus pensamentos, para levar seus pensamentos a trabalhar corretamente, a dar frutos espirituais.
 
Lucas 1:
16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,
17 E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.
Tito 2:
14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
 
          Como que fazendo-os passar por testes e provações durante seus dias de vida carnal, Deus prepara com todo cuidado e zelo as mentes do seu povo escolhido para o grande e divino momento reservado aos que ganharão a vida espiritual, visto logo mais a frente. Agora é importante sabermos que para que haja vida espiritual (espirito) na mente de um corpo carnal, necessariamente deve “morrer” a mente carnal (alma) que antes dominava este ser.
 
Vejamos Paulo falando sobre isso.
1Coríntios 15:
35 Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?
36 Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.
37 E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.

44 Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
(mesmo não estando “vivo” ou dominando a mente)
 
          Ou morre o homem para as coisas do mundo (morre a mente carnal) e passa a viver uma mente espiritual como adiante aprenderemos conhecer, ou prevalece inalterada sua condição em ter apenas sua mente carnal no controle e poder na geração dos seus pensamentos, salvo inserções diretas de Deus para a manutenção de Seus propósitos ao distribuir a Sua Graça (discernimento) a toda criatura. Não fosse esse discernimento (Graça), o homem se destruiria em muito pouco tempo.
Também por esta passagem abaixo vemos que o corpo espiritual do homem está morto:
 
Mateus 8:
21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.
22 Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.
 
          O Senhor Jesus diz que os parentes e amigos do discípulo que iriam enterrar seu pai eram homens que estavam com suas mentes espirituais mortas, ou seja, estavam com suas mentes carnais dominando. E a morte espiritual do homem veio pela desobediência de Adão vista anteriormente, e contada figuradamente neste versículo de Genesis:
 
Genesis 3:
22 Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,
23 O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.
 
          E esta é a morte espiritual. Fora do jardim da vida, ou do local (ambiente mental) onde uma mente espiritual recebe a energia e a capacidade de organizar conhecimentos de forma a viver eternamente, a mente espiritual do homem foi impossibilitada de existir por herança de Adão, pois o homem está por sua conta por ter tomado contato com o poder do “mal”, não tendo em seu espírito a energia suficiente e necessária para se organizar e vitalizar sua vontade para identificar e “resistir ao mal” ou “sair do mundo”, por ter sua mente trabalhando em ambiente tranquilo e espiritual, ambiente que a Bíblia chama de “Reino dos Céus” ou “Reino de Deus”.
 
          Esta resistência ao mal só é possível quando seus pensamentos passam a ser movidos por motivos e intenções perfeitamente corretos e alinhados com as Verdades e Leis de Deus, o que é impossível de se alcançar sem o Espírito absoluto e Santo, vindo do próprio Deus, não mais em “semelhança”, mas sim em “igualdade”, como verdadeiros deuses (Salmo 82:6).
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NASCIMENTO DO CORPO MENTAL ESPIRITUAL

          Vejamos como Cristo nos fala sobre o incrível nascimento espiritual que Deus reservou para o Seu povo, para salvá-lo da sua terrível condição humana provocada por Adão e transferida para toda a humanidade por herança:
 
João 3:
3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
 
          E o que podemos compreender com estas coisas? Como alguém que está vivo e pensando, pode estar morto para poder nascer de novo? Nicodemos também não entendeu. Mas é por isso que devemos compreender a existência de dois corpos para o homem.
E nascimento espiritual mencionado pelo Senhor Jesus em João 3 acima, está em detalhes mostrado com a ressurreição de Lázaro em João 11, onde o Senhor Jesus nos disse:
 
João 11:
25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
Efésios 5:
14 Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
 
          Mas uma coisa muito importante devemos observar nestes versículos. Crer em Jesus Cristo, necessariamente envolve crer em todas as Verdades absolutas trazidas pela Bíblia, pois sabemos que o Cristo se fez “verbo” (João 1:14), ou seja, inspirou sua essência nas mentes dos autores da Bíblia para termos um documento escrito do nosso Testamento que pudesse permitir o Seu Espírito mais tarde ordenar estes conhecimentos em “luz” para o caminhar para a vida.
 
          E esta compreensão só pode ser obtida, além da necessária humildade e mansidão frente as palavras da Bíblia, se forem estes conhecimentos adquiridos nas Escrituras organizados e energizados pelo Santo Espírito de Deus. Crer em Cristo implica necessariamente estar capacitado pelo Seu Santo Espírito para ter sua mente organizada corretamente, e isto independe da vontade do homem, mas sim depende exclusivamente da misericórdia de Deus que se compadece apenas de quem Ele deseja se compadecer.
 
Romanos 9:13 Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú.
14 Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma.
15 Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
16 Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
17 Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
18 Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer. (por isso é que os que crêem tremem e temem a Deus… e essa humildade de espírito, ou seja, essa admissão que nossa mente pouco ou nada sabe sobre as coisas de Deus é que permite virmos a ser por Ele abençoados de fato).
 
          Mas, mesmo não sendo nosso tema principal, vale uma observação. Pode alguém sobre esta passagem acima não compreender direito esta questão que cabe a Deus exclusivamente pelos critérios dEle dar do Seu Espírito a quem Ele deseja, de forma a salvar apenas os que Ele deseja, e questionar: “então por quê aqueles e não estes são salvos?”
 
Vejam o que Deus por Paulo responde a este questionamento lendo estes versículos abaixo, sequenciais aos anteriores de
 
Romanos 9:
19 Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?
20 Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?
21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?
22 E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição;
23 Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,
 
          Quem está falando é Deus. E é bom aceitarmos, sem ressalvas, sem a tão famosa “saída pela esquerda” que mentes rebeldes se vêem obrigadas a criar como um “ah… isto está errado”… “foi escrito por homens”… “estes versículos querem dizer outra coisa que não o que está escrito” e tantas outras desculpas para não se verem diante da onipotência total e absoluta do Deus Criador.
 
          Estas mentes na verdade desejam mesmo é assumir o lugar de Deus, com seus achismos e desculpas para suas incompetências e inabilidades, estabelecendo sempre um jeitinho de não “perder a pose”. Estes pensamentos são os normais pensamentos gerados pela pobre e pecaminosa mente carnal.
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CARACTERÍSTICA PRINCIPAL DO CORPO MENTAL ESPIRITUAL

          E esta vida nova é “espiritual”, é livre da escravidão do pecado pela derrota da antiga forma de pensar do homem carnal.
 
Efésios 2:
1 E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
Romanos 6:
3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
(Paulo aqui interpreta a morte do Senhor Jesus fisicamente na cruz como sendo a morte da antiga forma de pensar daquele que passa a crer nas coisas que o Senhor Jesus acreditava e ensinava. Quem “morre” em Cristo, implica que tem a morte da maneira como compreendia as coisas do mundo e passa a viver para as coisas do espírito que estamos investigando);
5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; (aqui Paulo usa a figura da semente que deve morrer como “figura” para a mudança radical na forma de se pensar que ocorre do nascimento espiritual)
6 Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. (o discernimento dado pelo Santo Espírito identifica o pecado, e o conhecimento das Verdades são organizados de tal forma que dão forças e motivam o homem espiritual a resistir às tentações, se libertando assim por “discernimento e conhecimentos das coisas como elas são na verdade” do pecado e seus terríveis efeitos)
7 Porque aquele que está morto está justificado do pecado. (esta promessa para os que “morreram para o mundo” implica que mesmo errando os que crêem, por não terem mais os motivos que os levavam a pecar sendo os mesmos, tornam os pecados que mesmo sendo aos olhos dos terceiros os mesmos, são diferentes aos olhos de Deus e já foram perdoados pela sua nova maneira de pensar que a figura do “sangue de Cristo” representa, pelo que mais a frente é explicado)
Estas passagens são maravilhosas. Após a leitura de todo o texto, leiam de novo estas coisas e vejam que lindo compreendê-las melhor. Nesse momento provavelmente vocês tenham dificuldades.
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DIFERENÇAS ENTRE CORPO MENTAL CARNAL E CORPO MENTAL ESPIRITUAL

          As mentes que são “carnais” têm formas de pensamentos que levam-nas a se ocuparem com as coisas que estão sujeitas ao “tempo”, coisas que são perenes.
 
2Coríntios 4:
18 Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.
(percebam a magnitude da afirmação aqui… “eternas“)
Romanos 15:
27 Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.
 
          Os que são seres espirituais têm seus pensamentos se ocupando com as coisas da mente, com as coisas eternas, não vinculadas ao “tempo”, tais como a sabedoria de Deus, justiça, bondade, amor, paz, esperança, benignidade, longanimidade, temperança, compaixão, misericórdia, perdão, etc, e tudo o que se compreende sob estes pontos de observação. O que criamos em nossas mentes por estas lentes, são aquelas que se perpetuarão, ou não.
O que o homem carnal não compreende é que não existe corpo carnal depois da morte física.
 
1Coríntios 15:
50 E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.
51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
 
          Deus vê o corpo de carne do homem como uma fonte de corrupção pelas necessidades biológicas e bioquímicas que o escravizam no decorrer da sua vida, de forma a fazer com que suas fracas mentes mortas espiritualmente sucumbam às tentações do mundo para atender as necessidades deste corpo. Esta foi a maldição imposta à raça humana pelo pecado de Adão, natural de todo homem, os quais enquanto carnais tem apenas o seu próprio corpo mental carnal (ou forma de ver as coisas de acordo com o que se vê no mundo) como existente, e por isso tudo o que é referente ao corpo espiritual lhes parecem loucura, como veremos a seguir.
 
1Coríntios 1:
18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
 
          Você caro leitor, não acha “loucura” pessoas acreditarem, por exemplo, que casa com piscina em condomínio fechado, com dois carros na garagem, esposa e filhos bem vestidos, cultos de acordo com a cultura do mundo e com saúde, cão de raça, renda/aposentadoria complementar privada, casa na praia e duas viagens por ano para o exterior é tudo uma tremenda armadilha, de nenhuma valia, uma tremenda de uma algema fechada na mente numa ponta, e na outra ponta numa bigorna de aço incandescente gigante, tudo pronto para quando chegar a hora da morte ser jogado no fundo do lago para sempre?
 
Apocalipse 21:8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.
 
          Ou ainda eu acreditar que a verdade deve sempre e a qualquer custo ser dita, sendo a mentira a coisa mais abominável do mundo? Isso não é “loucura”? … é só imaginar que para ter estas coisas se precisa jogar a regra de um jogo que quem vence, perde, pois idolatria é exatamente preterir estas coisas que são coisas de um corpo carnal corrupto, do que viver efetivamente neste mundo com a mente gerando pensamentos que traduzem o significado das virtudes abaixo.
 
Gálatas 5:
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Por estas coisas que vemos que seres espirituais não são “amigos do mundo”. Vejam:
1João 5:
19 Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.
Tiago 4:
4 Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
1João 2:
15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.
(aqui a definição do que é “mundo” e a clara alegação de quem vive com sua mente dentro dessa forma de pensar não tem a Deus, e estas coisas são do mundo: comida, vícios, sexo, bens e estilos de vida com seus “eu comprei isso e tenho aquilo”, tudo o que busca gozar os “prazeres” deste mundo… estas coisas não recebem “foco” das mentes dos que nasceram do Espírito de Deus, nem são alvos de planejamentos e dedicação em tempo, pois mudaram-se os objetivos, os motivos)
17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
 
          Existe uma distinta e intransponível divisão imposta por Deus na raça humana: um grupo é formado pelos seres carnais, os quais vivem com sua atenção no mundo visível, com seus pensamentos e objetivos passando o “tempo” nas coisas do mundo. E o outro grupo formado por seres espirituais, os quais deixaram de ser “carnais”, pois depois que nasceram do Espírito de Deus ocupam seus pensamentos com as coisas que não se vêem para interpretar o que lhes cerca, com as coisas eternas, buscando a sabedoria e a vontade de Deus, estas mais objetivamente expressas na Bíblia.
 
Mas temos o problema da coabitação entre estas formas de pensar numa mesma mente. Isto não é possível.
1Coríntios 2:
14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
 
          Sei que não é fácil entender estas coisas que explico, mas saibam que até esta incapacidade de compreensão vista em muitos é prova da impressionante infinitude da Sabedoria de Deus, que conseguiu escrever um Livro explicando as coisas de forma a revelar toda Sua vontade apenas aos que olham para as palavras do Seu Livro de uma forma humilde (ao admitir que precisa de forças e sabedoria para compreender o que não está compreendendo), e mansa (ao ouvir muitas vezes o que desagrada mas de forma a aceitar seus erros e ignorância para a verdadeira interpretação das coisas de Deus).
 
          Compreender mesmo estas coisas podem ser comparado a assistir uma TV 3D… vocês já viram? Assistam um filme e vejam a diferença entre as imagens com e sem os óculos 3D. Isto ilustra, mesmo que num grau muito menor, o que significa receber os “olhos espirituais” para compreender as coisas que nos cercam. A “nitidez” que a vida passa a ter quando uma pessoa recebe os óculos 5D (Espírito Santo) para energizar e organizar suas coisas é impressionante.
 
          E ao nascer espiritualmente e comparar estas “novas imagens” que surgem na mente com “as antigas”, ou com aquelas que se vê pela forma antiga de pensar, percebemos uma diferença como algo parecido como passar a vida toda num deserto tomando água suja e quente, e de repente tomar alguns goles de um suco puro de uva com gelo. Esse é o meu testemunho, para que vocês possam também desejar receber estes “óculos” para encontrar os “copos de suco”, caso percebam que ainda não os possuem ao desconfiar da qualidade da “água” que lhe chega atualmente na mente. Mas devemos prosseguir.
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COMPARANDO A VISÃO DO CORPO CARNAL COM A VISÃO DO CORPO ESPIRITUAL DIANTE DOS EVENTOS DA VIDA

          Claro que todo o explicado até aqui já nos dá informações que permitem que tenhamos uma idéia de como poderia ser a forma de analisar situações por cada mente de cada corpo que estamos estudando. Mas vamos falar um pouco mais especificamente sobre estas “visões”.
 
          Apresentei na guia “doutrinas” um estudo bastante interessante sobre a relatividade do tempo bíblico (você pode lê-lo AQUI), onde um dos conceitos importantes apresentado é o do estabelecimento do local de observação de um evento para definirmos respostas.
 
          Isto Einstein demonstrou com sua teoria da relatividade do tempo. Dependendo de onde “estamos observando”, encontramos uma resposta para uma determinada questão. A relatividade do tempo de Einstein para suas questões temporais pode ser estendida para outras situações ao também tomarmos o conceito de “onde está o observador” para analisar e compreender “eventos” . Vamos tentar entender isso dentro do nosso estudo sobre “corpo carnal – corpo espiritual”.
 
          Dentro da mente de uma pessoa, vamos estabelecer agora dois “locais de observação” para esta pessoa observar as coisas do mundo. Um lugar dentro do “corpo carnal” e outro local dentro do “corpo espiritual”, se essa pessoa tem este corpo. Ou simplesmente o que o corpo carnal vê e o que o corpo espiritual vê em relação a um mesmo evento.
 
          Sabemos que apenas um local pode ser preenchido ou tomado para a observação de cada evento da vida desta pessoa. Agora, vamos tomar um evento como exemplo, para ilustrarmos o que significa uma visão espiritual do mundo e uma visão carnal do mundo, cada uma resultante da observação do mundo do ponto de vista de cada corpo que estamos estudando.
 
          Vamos pensar assim: evento: chega a notícia numa manhã de segunda feira no local de trabalho de uma pessoa que está no mesmo cargo a 10 anos em seu emprego, que o chefe de seu departamento (seu chefe) pediu demissão por problemas particulares.
 
 A mente carnal: num primeiro momento estranha, lamenta, mas não demora muito e em seus pensamentos rapidamente surgem justificativas possíveis para ser boa esta atitude do seu chefe por mais de 10 anos, ter decidido sair, desejando a ele sucesso num novo emprego. Este é o objetivo final da mente carnal: achar rapidamente justificativas para tornar o evento o melhor possível (mais “positivo”) para transformá-lo em algo bom para todos, mas principalmente bom para atender a sua vontade de ser promovida (ao menos em “expectativas”). Esta mente irá “se blindar” dentro dessa linha de pensamento, chegando ao ponto de distorcer a realidade na base da geração dos seus pensamentos, ou até mesmo fugir dela, para manter-se justificada em seu desejo de ganhar promoção, mais respeito e mais dinheiro, mesmo que esta mente nem se dê conta disso.
 
A mente espiritual: a primeira coisa é saber o que aconteceu com o amigo. Um ser espiritual que convive com um chefe por 10 anos com certeza absoluta tem nesse chefe uma pessoa justa, mesmo que não ainda um Cristão de fato. Ligará para ele imediatamente e buscará saber se está tudo bem, marcando um encontro para o mais breve. Buscará no encontro saber os verdadeiros motivos, e saberá buscar dar orientação espiritual ao amigo caso perceba que este necessite, além de também decidir se fica no emprego ou o que está realmente acontecendo nos afazeres desta “chefia”, caso seu amigo tenha nestas coisas seus “motivos”.
          No local de trabalho, buscará consolar os que sentirem tristeza pelo afastamento do chefe. Buscará com toda sinceridade caso chegue um convite para substituí-lo, analisar se aceita ou não, considerando competência, moral irrestrita na condução dos afazeres e a opinião dos colegas que passariam a ser subordinados.
          O foco de uma mente espiritual estariam nas pessoas, no bem estar espiritual geral destas, no consolo necessário para amenizar qualquer impacto dos eventos que vão se sucedendo na vida das pessoas que o cercam, independentemente de “benefícios do mundo” como poder, status e dinheiro.
São duas formas diferentes, e bem diferentes de se ver a vida, de se viver, não acham?
 
          Mas queridos, devemos também compreender que Deus age na vida de todos. O discernimento divino, dado pelo Seu Santo Espírito não é particular apenas aos que “nascem de novo” ou “nascem do espírito”. Isto tem de ficar muito claro.
 
          Deus tem o Seu Espírito no mundo distribuindo energia e organização na mente de toda criatura, mesmo que em nossos dias num grau muito menor por estarmos vivendo o julgamento dos homens. Deus sempre esteve em plena atividade em tudo e todos, a cada segundo. É algo inimaginável para nossas mentes a potência e o poder de Deus.
 
          Devemos compreender que o fato de nos vermos de vez em quando olhando para as coisas do mundo com “olhares” parecidos com o olhar espiritual descrito acima, no tocante a buscarmos consolar pessoas apenas pelas pessoas, não implica necessariamente que estejamos já salvos, já nascidos espiritualmente.
 
          Estas bênçãos (poder ver desta forma o mundo) pode ser intenção de Deus nos dar para dadas situações específicas, para que os propósitos do Criador sejam sempre alcançados, propósitos que levam todos os Seus eleitos a andarem pelos caminhos preparados para suas conversões definitivas. Podemos ser ou não um destes eleitos para a salvação, mesmo recebendo de discernimentos espirituais esporadicamente.
 
          Precisamos sempre perguntar a nossa consciência se estamos interpretando espiritualmente as situações que nos cercam. Caso nos vejamos apenas esporadicamente com visão espiritual, implica precisarmos ainda nos arrepender, pedindo misericórdia a Deus insistentemente. Pedindo que Deus nos dê um coração de carne definitivo, e não de pedra que se amolece esporadicamente, para que tenhamos a fonte de vida espiritual contínua em nossas mentes tomando cada vez mais conta dos nossos pensamentos.
 
Vejam o que Deus nos fala neste versículo:
Ezequiel 36:
26 “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.”
Percebam que a mudança é definitiva. Não cabe “agora é carne”… “agora não é”.
Vamos estudar agora algo importante dentro desse contexto.
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O CORAÇÃO

          Vimos anteriormente que este nosso corpo espiritual imaterial é formado pela nossa alma. E nossa alma é a nossa natureza codificada em nosso DNA energizada e organizada por um espírito, que pelas experiências e conhecimentos adquiridos durante a vida, se traduzem naquilo que sabemos e utilizamos personalizadamente para formular nossos pensamentos, de acordo com os nossos desejos e anseios.
 
          Um ser carnal tem seus desejos e anseios baseados no que o mundo impõe. Os que foram energizados e organizados pelo Santo Espírito de Deus, têm seus desejos e anseios sendo gerados pelas coisas que não se vê no mundo, acima mencionadas.
 
          Identificados os dois seres ou corpos a que se referem as Escrituras, pelas formas de pensar e ver o mundo que os diferenciam, vamos buscar conhecer suas semelhanças no funcionamento de cada um. Para tanto, vamos tomar um exemplo muito comum ao ser humano: o coração.
 
         Quando perguntado ao homem carnal sobre o significado de “coração” para Deus, é interessante observar a confusão das palavras escolhidas para sua explicação. Quando então após sua resposta perguntado onde nas Escrituras ele se baseou para responder, fica mais difícil ainda compreender alguma coisa que seja dita.
 
          Esse pequeno exemplo sobre a palavra “coração” pode ser estendido para muitas outras situações. Lemos muitas vezes no Evangelho palavras como “ouvir”, “ver”, “olhos”, “lombo”, “rins”, “sangue”, “pão”, “água” , “carne”, “árvore”, “vinha”, “chuva” e tantas outras coisas, que a mente dos homens comuns não conseguem discernir espiritualmente sobre suas aplicações nas passagens da Bíblia, para aí sim montar uma visão consistente sobre o que está exatamente sendo dito, harmonizando a mensagem com toda a história de salvação.
 
          Vamos buscar compreender o que significa “coração para Deus” de acordo com os nossos dois observadores já vistos. Primeiramente para o observador “carnal”.
 
  • Inquirido com esta pergunta, ele irá com sua mente buscar explicar o que significa esta palavra dentro das suas formas de pensar, mas dentro dos valores que ele estabelece como necessários, que balizam seus conhecimentos no estabelecer pensamentos que dêem uma racionalidade aceitável para sua resposta, valores que vimos acima serem relativos ao “mundo”, relativo às “coisas que se vêem com os olhos da carne”. Vi algumas pessoas respondendo a esta pergunta com algo do tipo “coração para Deus é onde está o amor”, mas aí é que vem o problema maior. Estas pessoas para explicar o que não compreendem, usam de mais palavras que não compreendem. Nesse caso, perguntei a pessoa o que significa “amor para Deus”, e mais uma vez observei as dificuldades, o “vacilo”, a falta de racionalidade nas respostas, a falta de discernimento demonstrado pelos que estão com suas mentes buscando respostas no seu “corpo carnal”, sobre questões que apenas podem ser respondidas quando vistas pelo “corpo espiritual”, pois são coisas espirituais. Também estas mentes não demonstram humildade no admitirem que precisam estudar mais estas coisas antes de toma-las na montagem de seus pensamentos. Não devemos falar sobre o que não conhecemos sem o devido cuidado.
          Uma observação minha, não respaldada especificamente pelas Escrituras, é a incapacidade de pessoas carnais conseguirem compreender o significado da segunda parte da pergunta-tema do nosso estudo “O que significa coração para Deus?”
Este “para Deus” simplesmente não é interpretado pela mente do homem carnal, sendo uma espécie de “bug”, onde a mente “trava” e não compreende que a resposta exige a mudança do local de observação e que portanto a resposta é diferente do que para ele é.
 
          Ele está vendo e processando tudo o que está a sua volta por tanto tempo apenas tendo a sua mente como sendo a que estabelece “o que é” (o referencial do que é “verdade”), que ele não consegue entender que Deus tem a forma dEle ver e estabelecer as coisas, não tendo de forma alguma de atender os desejos e anseios que passem pela cabeça da “criatura”, do homem.
 
          O homem carnal estando “morto espiritualmente” não entende estas coisas, não entende que sua mente não deve ser tomada como o local de observação para o estabelecimento do que sejam as verdades sobre as coisas que não se vê com os olhos do corpo físico.
 
  • Os que admitem isso, ou seja, os que admitem que tem dificuldades em compreender coisas abstratas como os sentimentos e as virtudes espirituais mencionadas acima, sendo “medidas” por várias perspectivas (vistas por vários locais de observação), são as pessoas que Deus chama de “humildes de espírito”.
          E por isso o Senhor Jesus começou o sermão mais importante da Bíblia, o Sermão da Montanha escrito nos capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, com a bem aventurança da humildade de espírito (ou pobreza de espírito). Esta virtude é a primeira que surge numa mente que está prestes a nascer do Espírito de Deus e iniciar uma vida totalmente nova exatamente como o Senhor Jesus descreve neste sermão.
 
          Por favor leiam e entendam o porque que apenas os que são pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça, os que são injuriados e caluniados por causa, por exemplo, destas verdades que lhes escrevo, apenas estes podem compreender e acreditar totalmente no que é narrado nestes três capítulos de Mateus.
 
          Vejamos agora esta passagem, para mim a mais importante passagem das Escrituras quanto a nos dizer quem é Deus e como devemos nos relacionar com Ele:

João 4:
24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

          E como vimos até agora, concluímos que apenas seres espirituais podem adorá-Lo, pois isto implica em estar no mesmo “local de observação” que Deus está, ou ter “os olhos” para ver as coisas como Deus vê. E apenas dessa forma  pode-se conhecer a Deus, apenas tendo uma vida espiritual dada pelo Espírito dEle, para que estejamos no mesmo referencial de observação das coisas. Então aí poderemos conhecê-Lo, e então aí sim poderemos adorá-Lo, pois apenas se pode adorar aquilo que se conhece.
 
          Do “mundo”, ou seja, com nossas mentes carnais olhando para Deus, não podemos compreendê-Lo como Ele é, pois Ele não é do mundo, como Cristo também não era. Eles são “espirituais”.
 
João 8:23 E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.
João18:36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui
 
  •  Mas devemos compreender também que “outro mundo” nestes contextos, não implica em um novo lugar físico ou outro planeta. Implica uma outra forma de ver e compreender as coisas, outro “enfoque”, outras “linhas de pensamentos” que priorizam atributos e virtudes que não se vê, para compilar conhecimentos na geração de pensamentos sobre aquilo que se vê e outras coisas de uma forma diferente.
 
          O que concluímos com estas coisas é que é impossível ao homem carnal saber o que significa “coração para Deus”, mesmo que a seguir isto seja de uma certa forma explicado, pois tudo para Deus deve ser compreendido espiritualmente, e o homem carnal está naturalmente “morto” espiritualmente. Poderá um ser não espiritual até entender isto num primeiro momento, mas não terá este conhecimento “fluindo continuamente em sua mente na formação dos seus pensamentos”.
Mas então, o que poderia significar o “coração para Deus”, pela observação de um ser espiritual?
 
 
 Vamos buscar responder.
 
  • Sabemos que Jesus usou figuras de linguagem para escrever a Bíblia. Uma figura de linguagem ou uma parábola representa uma história ou estória terrena, que tenha ou um significado espiritual direto ou outro significado relativo ao mundo, e então a interpretação espiritual escondida atrás desta (um exemplo é a parábola do joio e do trigo – Mateus 13:24-30,36-43). Deus utiliza desta forma de escrever Suas mensagens. Estas parábolas mais complexas despistam os que ainda estão vivendo em suas mentes carnais mas com uma “soberba” adquirida pelo contato com as Escrituras Sagradas, fazendo-os crerem que apenas por entender o significado de uma ou outra passagem em parábola ou não, possam estes já estarem vivendo espiritualmente. Isto é muito comum no meio religioso. Muito se fala sobre “interpretar em espírito”, ou “veja com seus olhos espirituais esta passagem”, ou “espírito isso e aquilo” mas na verdade não sabem do que se trata uma interpretação espiritual, ou vida espiritual, ou o que exatamente significam “olhos espirituais”. Pensam serem espirituais, mas na verdade são ainda carnais. Deus chama isso de “soberba espiritual”. Ninguém “aprende” ser espiritual, isto deve ser compreendido, como compreendemos em João 11 que Lázaro no seu túmulo de morte, fedendo, não podia “aprender” sozinho “ouvir” o chamado do Senhor Jesus, sozinho “levantar” e sozinho “sair” andando dali. Essas coisas não “se aprende” ou se “escolhe fazer”, mas se faz de repente e é isto o que chamamos de “salvação”.
          Aos que nasceram do Espírito, o texto sobre hermenêutica encontrado AQUI trás importantes conhecimentos sobre como devemos interpretar a Bíblia. Recomendo fortemente sua leitura cuidadosa.
 
          No caso do nosso tema aqui de estudo, “coração” trata-se de uma figura de linguagem pois claro que Deus não se refere especificamente nas mais de 800 vezes que usa a palavra “coração” na Bíblia ao órgão do corpo humano que bombeia sangue.
 
           Mas para sabermos seu significado para Deus este é o nosso ponto de partida: no corpo carnal o coração bombeia sangue, o que nos faz presumir que compreendendo o que significa “sangue” espiritualmente, poderemos chegar até a resposta do que significa também “coração”.
 
  • Assim, devemos buscar compreender o que significa espiritualmente algo tomando o paralelo com o seu correspondente carnal, ou do mundo. Devemos analisar sempre o funcionamento no mundo do objeto da figura de linguagem utilizada por Deus nas Escrituras, para então estabelecer o seu paralelo no funcionamento do corpo espiritual. Com isso, a mais linda conclusão é termos o mundo inteiro como uma imagem do que seja o plano espiritual. Vivemos uma grande representação aqui das coisas que aguardam lá os que crêem no Evangelho.
O Espírito Santo energiza e organiza a mente humana
 
  •  Para o nosso estudo vimos que sangue, no mundo ou num corpo de carne, distribui os nutrientes para as células, faz “fluir” a energia vital no corpo todo. Com isso podemos então concluir o que “sangue” significa para o corpo espiritual, tomando o paralelo entre eles. O que em nossas mentes podemos ter como sendo algo que “flui” e alimenta o nosso corpo espiritual com nutrientes para que este se mantenha vivo? Resposta: OS PENSAMENTOS. Este é osangue espiritual que devemos compreender em todas as vezes que vemos a palavra sangue nas Escrituras: são os nossos pensamentos fluindo por nossa mente.
          O sangue de Cristo na verdade deve ser compreendido como a fluidez dos pensamentos de Cristo, ou a fluidez das Verdades Absolutas escondidas nas mensagens das Escrituras, estas verdades fluindo pela mente do membro do Reino dEle, membro do seu “corpo”. O sangue de Cristo tem o significado espiritual relativo aos pensamentos verdadeiros e inquestionáveis fluindo pela mente no estabelecer discernimentos perfeitamente alinhados e verdadeiros para com o Deus Criador.
 
          Vejam isso “atrás” das mensagens literais da Bíblia. Se tiverem vida espiritual, verão. Se ainda não nasceram do Espírito, não verão e precisam clamar por misericórdia a Deus urgente. Simples assim. Com esse raciocínio vamos tentar entender o que seria o coração espiritual. O que “bombeia” os pensamentos em nossas mentes? O que “impulsiona” os nossos pensamentos, que é o que um coração num corpo de carne faz? Resposta: NOSSOS MOTIVOSAS NOSSAS INTENÇÕES.
 
  • Os motivos que fazem a mente pensar e formar pensamentos, para então se comunicar e agir ou não, é o que se refere o coração” espiritual que Deus usa em Suas mensagens, como no “coração” em:
Ezequiel 36:
26 “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.”
 
  • Deus nos diz que apenas Ele pode nos dar os MOTIVOS corretos e justos para mover nossas mentes a organizar pensamentos e se “mexer” na direção de fazer coisas que Lhe agradem. E devemos compreender que motivos corretos implicam em saber como as coisas funcionam. Vou dizer uma coisa a vocês, leitores queridos. Impressionantemente nunca vi isto sendo ensinado em lugar algum. Ainda que alguém em algum lugar do planeta possa saber disso, nunca encontrei nada escrito ou dito sobre estas coisas. E isso me causa espanto. Onde estão meus irmãos??
 
          Esta forma de descobrir o que Deus nos conta em Seu Livro deve ser utilizada sempre que aplicável. Temos de descobrir sempre nas figuras das coisas do mundo os seus significados espirituais, ou seja, o que estes significam para o conjunto que envolve os conhecimentos, a personalidade (forma de agir e processos de comunicação que expressam os pensamentos e atitudes de um corpo espiritual), o agente energizador e organizador que é o “espírito”, as características genéticas (DNA) e o que resulta tudo isso, que são os pensamentos.
 
          Estas coisas todas compõe o corpo espiritual que, para os que foram vivificados pelos conhecimentos do Evangelho (Cristo – João 1:14) e pelo organizador e energizador que Deus chama de Seu Santo Espírito, tomam forma e passam a “viver”, e assim a realizar as obras espirituais (que são os “pensamentos” agindo), impulsionadas por motivos espirituais, livres das coisas que se vêem com os olhos do corpo. Estas obras sim agradam a Deus e levam este novo ser à vida eterna.
 
          A compreensão destas coisas é fundamental para o desfrutar ao máximo da paz e regozijo que as promessas do nosso Deus e Pai reservou para o Seu povo, para aqueles que herdarão o Reino dEle, para aqueles mansos e humildes de espírito que alcançarão a vida eterna.
A Deus a glória, e que Suas misericórdias possam nos ser dadas hoje e sempre, para que todos possamos manter vida espiritual em nossas mentes, amém.
 
Daniel, só um mensageiro
 
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