terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hipocrisia no Cristianismo!

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Hipocrisia no Cristianismo

4 comentários
Queridos leitores e amigos, aí vai um pequeno desabafo e sei que muitos choram por essa situação.

Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo!
Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo!
Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo!
Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo!
Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo!
Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo!
Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo!
Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo!
Se evangelizar é encher as igrejas para termos mais dizimistas, eu não evangelizo!
Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo. Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo. Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos. Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.
Algo está muito errado quando a igreja local rejeita as pessoas que Jesus aceita. Erramos quando nosso foco é um grupo de pessoas de determinada classe social, embora dizemos que não fazemos acepção de pessoas. Não seria isso uma acepção?

Jesus veio para os profanos e sua vinda dá um fim ao que é profano em nós e nos faz dignos. Ele se assentava a mesa com qualquer um que queria estar presente, inclusive os que eram banidos das casas decentes. Compartilhava da refeição e eles recebiam consideração em vez da esperada condenação e desprezo.

Qualquer igreja que não aceite que é formada por homens e mulheres pecaminosos, e que existe para eles, rejeita o evangelho da graça.

Se a igreja permanecer de modo farisaico distante dos fracassados, das pessoas irreligiosas, das prostitutas, dos pobres e imorais não pode entrar justificada no reino de Deus.

Jesus gastava uma grande porção de seu tempo com gente que é descrita nos Evangelhos como sendo: cegos, pobres, coxos, leprosos, famintos, pecadores, cobradores de impostos, marginalizados, cativos, endemoniados, enfim a todos que não tem qualquer conhecimento da lei. Obviamente seu amor pelos fracassados e insignificantes não era exclusivo. Ele se relacionava com afeto e compaixão com gente de todas as classes (seja média ou alta) e não por causa das suas conexões familiares, formação, respaldo financeiro, inteligência ou status, mas porque eles também eram filhos de Deus.

A preferência de Jesus por gente de menor envergadura e sua parcialidade em favor dos pobres é fato irrefutável nos Evangelhos.

E a igreja atual o que tem focado? Você o que tem focado e feito para Deus?
Pense e reflita: Estamos imitando ao nosso Mestre?....

Referências e Bibliografia: Pavablog e O Evangelho Maltrapilho, Brennan Manning

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