terça-feira, 15 de outubro de 2013

Profetas Hoje? Ainda Existem?

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Profetas na modernidade?

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Olá leitores! Estou de volta e hoje vamos abordar o seguinte tema: Profetas ainda existem?
São tantas as alegações que ouvimos a cerca do surgimento de novos profetas. Será que essas alegações têm precedentes? Isto depende em grande parte de nossa definição do que seja "profecia" e "profeta".

O conceito bíblico do Antigo Testamento, evidencia que um profeta era um instrumento da revelação divina, a quem vinha a Palavra do Senhor e que, portanto pronunciava as próprias Palavras de Deus.

Neste sentido do termo, que é o significado bíblico, creio que devemos dizer que não há mais profetas, porque a auto-revelação de Deus foi completada em Cristo e no testemunho apostólico de Cristo, e o cânom da Escritura foi encerrado há muito tempo. Além disso, "profetas" vêm logo depois dos apóstolos em Efésios 2.20, encarados como fundamento sobre o qual a igreja é edificada. Certa vez ouvi um pastor e teologo dizer: "O conhecimento mais simples possível de construção arquitetônica é suficiente para nos dizer que, uma vez colocado a alicerce de um edifício e a estrutura superioir sendo construída, o alicerce não pode ser colocado novamente". Portanto, no sentido primordial de profetas, como veículos de revelação direta e nova, parece que temos de dizer que este dom não é mais concedido.

Não existe mais ninguém na igreja que pode arriscar-se a dizer: "Veio a mim a Palavra do Senhor dizendo."

Entretanto, tem sido argumentado que profeta pode ser usado em um outro sentido, secundário. Algumas pessoas acham que hoje pode haver pessoas como o profeta Ágabo, cuja função não é acrescentar algum elemento à revelação, mas predizer algum evento futuro. Isto é possível. Todavia, tanto a história da igreja quanto a experiência pessoal me fazem ser cauteloso. Eu mesmo, já ouvi muitas predições que não se cumpriram e já vi pessoas sendo iludidas por muitas profecias.

Na Escritura, um profeta não é, em primeiro lugar, uma pessoa que prediz o futuro, nem alguém que comenta o cenário político, nem um pregador avivado, nem mesmo alguém que traz uma palavra de ânimo; ele é a boca de Deus, o instrumento de uma revelação.

Hoje, Deus não ensina mais a igreja através de uma nova revelação, mas pela exposição da sua revelação que foi completada em Cristo e na Bíblia. O que temos, hoje, é dom da profecia e essa deve ser, sempre, julgada por dois ou três como a Bíblia nos ensina.
 
Alguém no passado já disse: Paremos de discutir a Bíblia e vamos obedecê-la.

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