sábado, 17 de agosto de 2013

Jacó: Deus mudou seu nome para Israel e tambem seu carater


Palavra de Deus nos diz:
 
“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder, e estar de pé na presença do Filho do Homem” (Lc 21.36).
 
          Sabemos que vivemos um tempo profético em que todos os sinais da vinda de Jesus estão se cumprindo com incrível velocidade e precisão. A recomendação do Senhor para nós é a da vigilância. Vigiar em oração! Estar atento às coisas que estão acontecendo; comparar as notícias dos jornais com a Bíblia, e interceder, como verdadeiros sacerdotes, diante do Pai, pelos que estão ao nosso redor.
 
          O Senhor havia decretado o juízo sobre Israel no deserto, por causa de seus pecados tão graves de rebelião e inconformidade com os desígnios de Deus. Seriam todos destruídos. O juízo começara, mas Moisés ordenou ao sacerdote Arão que fizesse intercessão pelo povo. O texto bíblico nos diz que: “E tomou-o Arão (o incensário), como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e, eis que a praga já havia começado entre o povo; e deitou incenso nele, e fez expiação pelo povo. E estava em pé entre os mortos e os vivos, e cessou a praga” (Nm 16.47-48).
 
          A praga somente cessou com a intercessão de Arão, o sacerdote. Hoje, assim como Moisés deu ordens a Arão a respeito do povo de Israel, o Senhor nos chama para intercedermos diante do Pai, em favor da Igreja (os vivos) e pela evangelização mundial (a favor dos “mortos” espiritualmente). É tempo de intercessão constante. 24 horas. É tempo de pedir misericórdia para as nações, pois as trevas cobrem a terra com rapidez e os homens se afastam da verdade, dando as costas ao Criador…
 

JACÓ

          Jacó recebera esse nome em seu nascimento, pois segurava firmemente o calcanhar de seu irmão gêmeo Esaú. Desde sua infância, demonstrava possuir um caráter inclinado ao engano, a ser mais “esperto” que os outros e buscava resolver os seus problemas com sua astúcia.
 
          Jacó cresceu no aconchego de sua família, sob a proteção de Rebeca, sua mãe, mas, até a idade adulta, não tivera uma experiência tão forte como a de Abraão, que ouvira a voz de Deus e seguira para obedecê-lo, caminhando por terras desconhecidas e morando em tendas em sua peregrinação. Abraão vivera acalentando a promessa de Deus de dar a terra de Canaã aos seus descendentes, o que aconteceria depois dos quatro longos séculos que se seguiriam após a sua morte. Sua vida foi marcada pela fé, pois ele não viu as nações que surgiriam dele cumprindo o seu papel na história dos homens.
 
          Isaque, o filho de Abraão e Sarah, conhecera o Deus de seu pai desde a mais tenra infância. Ele era fruto de um milagre. Entretanto o Deus Altíssimo tornou-se também o seu Deus a partir do momento em que Isaque, deitado sobre o altar de adoração, erguido por seu pai em obediência, no monte Moriá, ouviu a voz do Anjo do Senhor dizer: “Abraão! Abraão! E ele disse: eis-me aqui. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho” (Gn 22.11-12).
 
          Estas palavras do Anjo do Senhor, ali no monte Moriá, para Isaque, foram a demonstração do coração do Deus de seu pai. Ele, sim, daria o seu único Filho para a salvação da humanidade… Isaque se levanta do altar, e, a partir dali o Deus de Abraão passa, também, a ser o Deus de Isaque.
 
          Mas, quanto a Jacó, nada de espetacular acontecera para que o Deus de seus pais fosse também o seu Deus. Jacó vivera solteiro até os quarenta anos. Até então, o entendimento que possuía era que a bênção de Abraão, que passara para Isaque, deveria ser sua, e que ele continuaria a linhagem escolhida de Deus para levantar um povo separado ao Senhor na terra. E Jacó trabalhou para concretizar as promessas dadas aos seus pais.
 
 
          Jacó fez tudo errado. O seu caráter era defeituoso e tudo o que fazia era no esforço humano para tentar realizar a vontade de Deus em sua vida. Ele enganara o irmão Esaú para conseguir a bênção de primogenitura (Gn 25.29-34), pois sabia que fora escolhido antes do seu nascimento (Gn 25.21-23). Ele enganara seu pai, Isaque, já velho e cego. Entrara em sua presença com as roupas do irmão, com as peles dos cabritos nas mãos e no pescoço, para parecer ao pai que era Esaú… Isaque lhe perguntou: “És tu meu filho Esaú mesmo? E ele disse: eu sou.(…) E chegou-se e o beijou, então sentindo o cheiro de suas vestes, abençoou-o” (Gn 27.24,27).
 
          Isto não seria necessário, pois Deus mesmo se encarregaria de abençoá-lo. Veja que a verdadeira bênção reservada para ele foi interpretada por Isaque quando este o despediu para ir a Padã-Harã, para buscar uma esposa entre os familiares.
 
“Levanta-te e vai a Padã-Harã, à casa de Betuel, irmão de sua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe; e Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; e te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão”(Gn 28.2-4).
 
          Deus tinha tudo planejado para Jacó, mas ele não conhecia o Senhor. Ele cria, porém precisava conhecer Deus pessoalmente. E, depois de vinte anos em Padã-Harã, quando entendeu que era hora de voltar, Jacó percebeu que a questão com seu irmão estava em aberto. Esaú o odiava e queria vingança por ter sido enganado duas vezes. Jacó não poderia fugir mais de seu irmão. Ele não tinha alternativa. Mas sabia que estava em posição delicada, seu grupo familiar era pacato e seu irmão vinha para lutar.
 
          Jacó recorreu a Deus. Ele ficou só na presença do Senhor e o buscou. A Bíblia nos fala que um Homem lutou com ele até o amanhecer. Era o Senhor Jesus – o Anjo do Senhor, o Verbo de Deus que viria para a salvação de todos os homens. Jacó sabe que este momento é importantíssimo para sua vida. Ele não pode deixar o Anjo do Senhor partir sem que haja uma mudança em sua vida, em seu caráter… Então, segurou o Anjo e lhe disse: “Não te deixarei ir se não me abençoares!” (Gn 32.26). E o Senhor lhe perguntou: “Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então lhe disse: Já não te chamarás mais Jacó, mas Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste” (Gn 32.27-28).
 
          A partir desse momento o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, também passou a ser o Deus de Jacó, ou melhor, o Deus de Israel. Sua vida foi mudada. Seu caráter foi mudado! Ele conheceu o Deus verdadeiro e tornou-se em outro homem diante do Senhor e da história.
 
          Jacó entendeu que a verdadeira bênção era conhecer Deus e ser transformado por esse encontro. E, você, já teve sua vida mudada por um encontro com Jesus? Busque-O agora! De todo o coração!

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