terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sentimento de Compaixão: Visão Humana e Visão Sobrenatural



          Este foi um dos artigos mais desafiadores que eu tive que escrever porque ele insulta um velho paradigma social em que todos nós estivemos imersos. Este paradigma tem a ver com o como compreendemos e usamos a compaixão.

          Por causa da clareza, eu faço uma diferenciação entre a compaixão que nos foi ensinada pela sociedade (vamos chamá-la de compaixão da 3D), e a versão de compaixão da dimensão mais elevada (vamos chamá-la de compaixão da 5D).

          O dicionário “Webster” define a compaixão como: consciência profunda do sofrimento do outro aliado ao desejo de aliviá-lo; piedade. Eu acredito que esta seja uma explicação muito boa do tipo de compaixão que nos foi ensinado. Como vocês podem ver, a compaixão é uma emoção: um sentimento em movimento. É um sentimento ativo. Quando um sentimento está ativo, ele pode ser usado como uma ferramenta. Como uma ferramenta, ele pode ser usado de uma maneira positiva ou negativa.
 
          Agora, percebam que o Webster usa o termo “piedade” quando define a compaixão O Webster define a piedade como: um sentimento de pesar que incline alguém a ajudar ou a mostrar misericórdia. A misericórdia é frequentemente usada como motivo para resgatar o outro da dor. E nos foi ensinado que a misericórdia é uma coisa boa. Entretanto, de uma perspectiva mais elevada, a piedade e a misericórdia são vistas como termos que definem alguém que seja vítima, não um deus/deusa criador.
 
          Eu vim a compreender que a piedade é uma forma ativa de julgamento com o sofrimento do outro sendo julgado como mal. Não é de admirar que não apreciemos o fato de inspirarmos piedade, hum... Nós frequentemente não desejamos aliviar o outro de sentir algo maravilhoso, não é? Mas tendemos a querer aliviar o outro de um sentimento que nos faz sentir mal, também, isto é, a dor.   

          O pesar e o sofrimento são dolorosos e, portanto, ao termos piedade da experiência do outro, estamos dizendo que o que eles estão experienciando não é bom, vocês não diriam? Assim, com isto em mente, faria sentido que a compaixão na 3D, como definida pelo Webster, seja uma ferramenta de julgamento? Por favor, tenham em mente que esta forma de compaixão que nos foi ensinada, é tudo parte do jogo e nós a projetamos para ser não capacitada, de modo que nós como almas, pudéssemos nos mudar para um estado incapaz, imaginarmos que somos incapazes e então dar os passos para reconquistar o nosso poder. Em outras palavras, faz parte do jogo da evolução da alma, portanto, não está nem certo, nem errado.
 
          A compaixão da dimensão mais elevada ou compaixão de 5D é definida como: consciência profunda do sofrimento do outro sem a necessidade de aliviá-lo, sentindo total apreciação por seu valor; um estado de não julgamento.
 
          Como vocês podem ver, definir a compaixão de 5D é um pouco difícil porque temos que esforçar as nossas mentes para compreender outro ponto de vista que é muito estranho para nós. O pensamento de que o sofrimento de alguém possa ter um valor não é um pensamento normal em nosso mundo. Mas é o tipo de pensamento que nos foi ensinado que Deus tem. “Deus é compassivo, Deus ama incondicionalmente”. Nós ouvimos estas palavras e, entretanto, não compreendemos como alcançar estes estados de consciência. Como alcançamos o nível do amor incondicional e da compaixão? Quais são os passos? Em poucas palavras, devemos mudar a nossa perspectiva da compaixão e começarmos a usar uma versão que está além do que nos foi ensinado. Devemos nos mover para o reino do não julgamento, esquecendo-nos da piedade.
 
          Na compaixão de 5D devemos suspender todo o julgamento das ações do outro. Devemos estar conscientes destas ações, como elas são difíceis e ao mesmo tempo compreender que elas têm um valor e que este valor pertence ao papel que elas desempenham ao facilitarem o nosso crescimento espiritual como almas.

          Foi dito por muitos professores, que somos almas que estão tendo uma experiência física. Somos almas que vieram à Terra para participar de uma oportunidade maior para o crescimento da alma. Por que esta é uma grande oportunidade? A Terra está em uma zona de livre arbítrio em que não há limites na expressão criativa da Luz e da Escuridão. Foi dito também que somos deuses e deusas criadores e, portanto, criamos nossas próprias realidades. Assim, se somos almas que são também deuses/deusas criadores e estamos encarnados na Terra para criarmos a fim de aprendermos e crescermos, a partir do que criarmos, então a Terra deve ser o playground fundamental de um deus/deusa criador. Certo? O que vocês pensam?
 
          Agora, é verdade que nossas criações Escuras são aquelas que nos causam dor. Eu não acho que alguém contestará isto. Mas, nós que evoluímos um pouco, sabemos que aprendemos mais através de nossas experiências dolorosas. De fato, é através de nossas manifestações escuras que crescemos: não das nossas manifestações da Luz. Nossas manifestações da Luz são as recompensas que criamos para nós mesmos para criarmos, experienciarmos e aprendermos de nossas manifestações Escuras. Está certo, assim se tudo isto é verdadeiro, então somos criadores de tudo o que experienciamos – isto significa todas as manifestações de Luz e Escuridão em nosso mundo – e todas elas têm valor porque são através delas que nós aprendemos.
 
           Assim, voltamos à compaixão. Se usarmos a forma de compaixão da 3ª dimensão, respondendo a esta última experiência do deus criador, nós nos encontraremos de volta ao aquário. Por quê? Nós estamos escolhendo visualizar esta experiência como vítimas ao querermos interromper a dor e ao nos apiedarmos daqueles que sofreram. Quando agimos desta maneira nós nos separamos de nosso potencial mais elevado, isto é, de nossos eus deuses/deusas criadores.

          Vemos esta criação como se fosse de alguém mais – vemos aqueles que desempenharam o papel da Escuridão como separados de nós. Os deuses e deusas criadores sabem que eles são Um, eles fazem parte de um todo maior. Quando usamos a compaixão de 3ª dimensão dizemos através de nossas ações que não somos poderosos e, portanto, incapazes de criar uma experiência diferente, incapazes de aprender através dela e incapazes de curar e equilibrar esta última criação dolorosa.
 
          Quando usamos a compaixão de 3ª dimensão sentimos piedade. Quando nos apiedamos de alguém, afirmamos através de nossa ação que o que eles estão experienciando é mal e, portanto, negativo. Como almas e deuses e deusas criadores, não há certo ou errado, apenas expressões da polaridade e todas as expressões têm valor. Assim, deuses/deusas criadores não usem a piedade... Permaneçam no não julgamento, permitindo que todas as expressões da criação apenas sejam. Agora, isto não soa como o modo que Deus do não julgamento, que permite e ama incondicionalmente? Se assim for, então sabemos agora como ser semelhante a Deus.
 
Eu explicarei:
 
1 – Aprendam a extensão das ações da Escuridão: Não sejam um avestruz.
          Esta etapa significa que nós, enquanto deuses e deusas criadores, exploramos as intensidades de nossa criação. Nós não nos escondemos ou corremos do que criamos. Não importa quão escura, horrível, repulsiva e dolorosa seja esta criação, percebemos que somente não somos responsáveis por ela porque ela é parte de Tudo O Que É, mas nós encontramos o valor nela como uma oportunidade de aprendizagem.
 
          Eu percebi que muitos Trabalhadores da Luz ou não estão conscientes de que eles necessitam fazer isto ou estão sem vontade de fazer isto. Eles acham que ao não olharem para a Escuridão, não pesquisando e investigando a história oficial que foi dada pela mídia, eles estão fazendo a coisa certa. Em outras palavras, eles não estão colocando lenha na fogueira ao responderem com raiva ou sentirem a necessidade de vingança. Por um lado estão corretos, mas o que eles estão compreendendo é que eles não estão fazendo algo para contrabalançar o evento.
 
          Tenho recebido inúmeros e-mails de Trabalhadores da Luz bem intencionados, informando-me de que eles estão centrados no amor e, portanto, não estão reconhecendo a Escuridão. Neste caso isto significa as ações de terroristas, a Elite Global e/ou em um nível cósmico, os reptilianos. Em muitos, mas não em todos os casos, eu compreendo que eles evitam ver a Escuridão, assim eles se comportam como um avestruz. Eles estão colocando as suas cabeças dentro de um buraco, achando que se eles não reconhecerem o mal e o repulsivo, ele irá embora. Bem, infelizmente todos nós sabemos que isto não funciona. Se isto funcionasse, eu seria a primeira na fila a fazê-lo. Assim, meus amigos, a primeira etapa é saber a extensão das ações do lado da Escuridão, por mais que elas se manifestem.

          Isto não é divertido, é muito doloroso. Algo do que eu pesquisei vira o meu estômago e me dá pesadelos, mas eu preferiria encontrar estas coisas a ser ingênua. Conhecimento é poder. Quando conhecemos o que estamos prestes a ser contra, podemos fazer algo sobre isto. Nós estamos capacitados. Nós temos escolha.
 
2 – Transmutando as energias
          Uma vez que conhecemos a extensão das ações da Escuridão, podemos então nos mover para a próxima etapa: a transmutação. É onde as ferramentas das dimensões mais elevadas/do deus criador entram em cena. Não podemos transmutar a dor, a raiva, a revolta, e o desgosto em compaixão, a menos que tenhamos uma ferramenta que nos capacite a ver o seu valor. Neste momento em nossa história, devemos ativar estas ferramentas e as encontraremos armazenadas em nosso DNA. Nós não escolhemos estar aqui na terra neste momento sem as ferramentas que nos capacitariam a completar a missão com sucesso. Eu tenho apelidado a mais poderosa destas ferramentas de Fórmula da Compaixão. Ela contém a versão da dimensão mais elevada da compaixão.
 
          Como deuses/deusas criadores nós usamos esta ferramenta e transmutamos as energias de nossa criação da Escuridão. Sentimos e expressamos a raiva, a ira, o ódio, a revolta, etc., movendo-os acima, através de nosso coração e para o alto de nosso coração, onde eles são transmutados. Uma vez lá, nós os mantemos em nosso coração enquanto procuramos o seu valor. Então, uma vez que encontramos o valor de cada um, movendo-nos em gratidão pelos ensinamentos que eles forneceram.
        
3 – Criando a grade
          Usar a compaixão de 5ª dimensão significa que nós como deuses/deusas criadores compreendemos que devemos agora criar uma realidade alternativa para a anterior. Devemos criar uma realidade que não somente contrabalance a realidade da Escuridão, mas também nos leve ao próximo nível em nossa aprendizagem. Assim, investimos tempo ao transmutarmos todas as energias escuras de nossa criação atual, arrancando cada gota da escuridão para usarmos como combustível que transmutaremos para energizar a nossa nova realidade, e a nossa próxima etapa.

 
Concluindo,

          Nós temos como deuses/deusas criadores, uma escolha a fazer ao usarmos a ferramenta da compaixão. Nós podemos ou usar a versão da compaixão da 3ª dimensão e permanecermos no aquário, neutralizando o nosso poder para criarmos algo melhor, ou a versão da 5ª dimensão e mover o nosso mundo para um estado mais elevado de consciência. Qual versão vocês escolherão?
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