sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Existência de Deus: Cosmos e Universo

2. EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS


Os evolucionistas sugerem que o universo originou-se do nada.

Vamos verificar, porém, que todo efeito tem uma causa.

O desígnio evidente no universo deve apontar para uma Mente Suprema. A natureza do homem, com seus impulsos e aspirações, demonstra assinalar a existência de um Governador pessoal. A história humana dá evidências duma providência que governa sobre tudo.


2.1 O COSMOS E O UNIVERSO


           As coisas existentes apontam para uma causa. Uma coisa nova deve ter tido uma causa antecedente e, portanto, adequada, e assim, até chegar-se a uma Causa Primeira, que não é um efeito, senão, a causa pura, não causada. “Há sinais dum desígnio inteligente em toda a natureza. [...] não pode haver poesia sem poeta. Não pode haver cântico sem cantor. Não pode haver leis sem legislador; e se o universo está sob o governo da lei, está ipso facto debaixo do autor da lei”.1 A criação nos traz o invisível ao alcance do visível.

           Se o universo originou-se do nada; a matéria é eterna; a matéria não é eterna, logo, o universo não se originou do nada. A natureza por si só, não é capaz de originar-se a si mesma, ela não pode reproduzir-se, o que vem a verificarmos que a existência de um universo demanda a existência de um Criador, como sendo uma causa prévia e também eficiente. Cada efeito deve-se ter uma causa adequada. Daí é dito que todo efeito tem uma causa. Portanto, deve haver uma Causa Primeira que criou o universo. No entanto, existe uma causa que é eterna. A matéria é uma coisa que fora criada, surgiu do nada pelo poder criador de uma Primeira Causa.

            Essa causa necessariamente tem e deve ser real, porque é impossível que o nada venha a produzir mais que o nada. Ex nihilo, nihil fit – do nada, nada pode surgir. “Afirmar que algo se fez existir é afirmar que agiu antes de existir, o que seria um absurdo. A não-existência não pode engendrar a existência”.2 Se não há nada que possa criar alguma coisa, isso permite, na verdade exige, que uma realidade não física seja a causa primeira. A probabilidade de alguma coisa física vir a existir do nada é zero, não se têm conhecimento de um só evento ou estado físico observado por outro meio que se tenha originado do nada.

           A razão humana argumenta que o universo deve ter tido um princípio. É sabido que todo efeito deve ter uma causa suficiente. Visto que o universo é um efeito, é indispensável que venha a ter uma causa. Uma pergunta que surge seria: Como é que o universo veio a existir? ou Qual a sua origem? Se todo efeito tem uma causa; o universo surgiu através de um efeito; logo, o universo deve ter uma Primeira Causa. Esta Primeira Causa tem de ser necessariamente um Criador. “Como se originou tudo isso? A pergunta é natural, pois as nossas mentes são constituídas de tal forma que esperam que todo efeito tenha uma causa. Logo, concluímos que o universo deve ter tido uma Primeira Causa, ou um Criador. ‘No princípio – Deus’ (Gênesis 1.1)”.3

          Relacionado a isso, notificamos que Deus, através de poder infinito, fez com que a matéria viesse a existência (“No princípio, criou Deus os céus e a terra” Gênesis 1.1; “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem. Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho. Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hb 11.1-3).

           Nenhum efeito se pode produzir sem uma causa. O homem e o universo são efeitos, portanto, devem ter tido uma causa, alguma coisa os originou. Baseados nisso, chegamos então a uma causa não causada, no caso Deus. “Para que alguma coisa exista, todas as condições necessárias para a sua existência tem de ser cumpridas. Nessa série de causas tem de haver ao menos um estado de existência que exista mas que não deriva a sua existência de alguma outra coisa. Ele é auto-existente, isto é, não foi causado”.4

           Quando uma casa é levantada, sabemos que por detrás dela está a figura de um construtor, alguém que planejou a execução da mesma, verificou os detalhes, fez os planos e finalmente a edificou. Uma casa prova necessariamente o fato de um construtor. Igualmente o universo prova o fato de um Criador. “Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus” (Hebreus 3.4).

           A germinação de um feijão nos tem muito a ensinar. Verificamos o seu nascimento, seu crescimento, bem como o seu desenvolvimento. Isto pode ser visto da mesma forma em qualquer outra semente da mesma espécie. Paralelamente a isso a ordem na natureza segue um plano lógico. No universo, as coisas não acontecem como que por mero acaso ou por simples acidente. Cada fato, cada evento, tem um plano específico, arquitetado por uma Mente Sábia, previamente planejado e executado por um Construtor. Portanto, o Cosmos e o universo revelam o poder de Deus. Notavelmente, o universo fora criado e planejado por Deus para fins dignos.

          Podemos conhecer Deus ainda que não o vejamos em pessoa. Além disso, nem tudo que conhecemos podemos ver, mas sentimos, percebemos tudo que conhecemos. Conhecemos a dor e o amor porque os sentimos experimentamos e não porque o vemos. Por isso, a Bíblia diz: ‘Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos’ (Sl 19.1)”5 Deus, por definição, é a Primeira Causa. Portanto, Deus deve existir.

2.2 O DESÍGNIO NO UNIVERSO  


          Imaginemos um relógio. Alguém o fez com certeza, não existiria do nada. Alguém vir a declarar que não existiu um engenheiro que construiu o relógio, e que este veio a existência de repente, seria o mesmo que ridicularizar a inteligência e a própria razão humana. É uma grande insensatez presumir que o universo apareceu ou “aconteceu”.

“O exame dum relógio revela que ele leva os sinais de desígnio porque as diversas peças são reunidas com um propósito prévio. Elas são colocadas de tal modo que produzem movimentos e esses movimentos são regulados de tal maneira que marcam as horas. Disso inferimos duas coisas: primeiramente, que o relógio teve alguém que o fez, e em segundo lugar, que o seu fabricante compreendeu a sua construção, e o projetou com o propósito de marcar as horas. Da mesma maneira, observamos o desígnio e a operação dum plano no mundo e, naturalmente, concluímos que houve alguém que o fez e que sabiamente o preparou para o propósito ao qual está servindo”.6

           Se o desígnio e a formosura evidenciam-se no universo; existe um arquiteto; logo, o universo deve ser obra dum Arquiteto. Este arquiteto deve ser dotado de inteligência suficiente para explicar sua obra, da mesma forma que um relojoeiro explica a construção do seu relógio. A inteligência não se vê no relógio, mas no relojoeiro que o projetou. “Assim como um relógio indica um relojoeiro, as evidências do plano e propósito do mundo apontam para um Criador com propósito”.7 Nós não vemos o relojoeiro trabalhando, arquitetando o seu relógio, assim, da mesma forma, nós não vemos o Arquiteto que projetou este universo, mas mesmo assim sabemos que funciona.

           Existem leis no universo que invariavelmente são cumpridas. Como surgiram essas leis? Quem as estabeleceu? Isso implica necessariamente na presença de um legislador uma vez que existem leis. Pois sem lei, não há a necessidade de um legislador.

          Se não há “mente no universo”, também não há mente em nós. Isto quer dizer que se uma mente não originou este mundo, se as leis que o governam hoje não foram ditadas com inteligência e propósito sábio, como é possível que nossas mentes tenham a capacidade de esquadrinhar, descobrir e compreender as ditas leis? [...] A harmonia em nosso modo de pensar e as leis da natureza apontam na direção de uma causa inteligente e dirigente. [...] A ordem no mundo e a ordem na nossa mente estão de acordo porque foram criadas, assim, pelo Deus Sábio.8

           O mundo foi feito por uma causa inteligente. Exemplos: o esterco dos animais serve para adubar a terra, mostrando assim a inteligência na criação. O corpo humano, é algo fantástico, condizendo com um Criador Sábio, todas as suas partes se ajustam perfeitamente umas às outras e todas elas cooperam para o bom funcionamento do corpo humano. A perfeita assimetria do olho com a luz é uma prova de que houve um determinado propósito. “Qualquer coisa que mostre vestígios de desígnios deve ter sido traçada por algum ser inteligente. O universo mostra sinais de ordem e desígnio; portanto, deve haver um Planejador; e Deus, por definição, é o Criador e Planejador. Portanto, Deus existe”.9

Se existe um plano; existe um planejador; existe um plano, logo, existe um planejador.

Algumas coisas inegavelmente existem.


A minha inexistência é possível.


Qualquer coisa que tenha a possibilidade de não existir é corretamente levada a existir por outra.


Não pode haver um retrocesso infinito das correntes causas da existência.


Logo, uma primeira causa não causada da minha corrente existência existe.


Esta causa não causada tem de ser infinita, imutável, todo-poderosa, onisciente e absolutamente perfeita.


Este ser infinitamente perfeito é apropriadamente chamado “Deus”.


Logo, Deus existe.


Este Deus que existe é idêntico ao Deus descrito nas Escrituras cristãs.

Logo, o Deus descrito na Bíblia existe.10




           Somos levados a confiar em nossos pensamentos e a ponderar na consideração de que o universo fora estabelecido com sabedoria e que, portanto, há propósitos racionais para sua existência; isso por sua vez, nos leva a verificar que por trás das leis sábias da natureza há um Legislador de infinita sabedoria, mantendo firmes Seus decretos. “Se as coisas materiais estão sujeitas a leis, foram colocadas debaixo delas pelo Criador, e assim aqueles processos maravilhosos que vemos na natureza são em si mesmos indicações admiráveis da mente e do poder divino”.11

          A ordem e organização útil em um sistema evidenciam inteligência e propósito na causa que o originou; portanto, o universo tem uma causa inteligente e livre por ser caracterizado por ordem e organização útil. Podemos verificar em todas as coisas criadas a mão de um Criador. “O desenho revela o desenhista”, e, portanto, a formação do mundo revela a existência de um Criador.

 

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